Conheça mais sobre a nova megatendência: Globalização e Contabilidade

Profissionalização, segmentação, concorrência global e fusões e aquisições na contabilidade são algumas das principais tendências para o mercado contábil nos próximos anos, todas elas derivadas de uma megatendência principal: a relação globalização e contabilidade.

A Rede Nacional de Contabilidade (RNC) e o Grupo Brasil de Empresas de Contabilidade (GBrasil) são as duas maiores redes de escritórios de contabilidade do país. Esse modelo de atuação funciona geralmente com base em uma segmentação geográfica, para que não gere concorrência entre os escritórios associados e estimule o compartilhamento de oportunidades.

Esse é um dos principais objetivos desses grupos, além do fortalecimento das empresas por meio da troca de experiências, estratégias e melhores práticas de mercado, fazendo com que o risco do negócio diminua bastante.
 

 
O especialista em empreendedorismo, inovação e gestão Roberto Dias Duarte, que apontou a relação globalização e contabilidade como megatendência para 2016, observa que é inegável a importância do papel das redes no crescimento desses escritórios, porém, a estratégia é limitada, já que abrange e desenvolve apenas uma pequena parcela das empresas contábeis do país – no Brasil já são mais de 53 mil organizações e quase 530 mil profissionais ativos nos conselhos regionais de contabilidade, de acordo com o Conselho Federal de Contabilidade (CFC).

Isso porque, em função da concorrência, montar uma rede de empresas de contabilidade na mesma cidade, por exemplo, só seria possível se os escritórios participantes atuassem em segmentos diferentes – o que já dificultaria, pois, segundo o especialista, apenas 10% dos escritórios contábeis brasileiros possuem segmentação definida.

Com fusões e aquisições na contabilidade acontece a mesma coisa: o trabalho em parceria é extremamente benéfico para os escritórios para melhorar a infraestrutura e agregar competências, por exemplo. Mas o problema, segundo Duarte, é que a atual norma que regulamenta a atuação contábil no Brasil limita os investimentos do mercado nos escritórios contábeis ao não permitir pessoas jurídicas como sócias e exigir que o contador seja dono de pelo menos 51% da empresa contábil, por exemplo.

Relação globalização e contabilidade como solução

Duarte, no entanto, consegue enxergar uma solução para essas limitações a partir da relação globalização e contabilidade. De acordo com o especialista, um movimento que já vem acontecendo no setor, de forma ainda muito tímida mas que deve passar a ser mais intenso dentro dos próximos anos, é a entrada de grandes redes de franquias contábeis estrangeiras no mercado contábil do Brasil.
 

 
O modelo de franquia, ou franchising, é uma estratégia em que o franqueador cede ao franqueado o direito de uso de marca, infraestrutura e know how e de distribuição de seus produtos e/ou serviços. Ou seja, tudo muito semelhante ao que acontece hoje nas redes nacionais, porém, oferecendo a possibilidade de mais escritórios se desenvolverem, inclusive com base nas melhores práticas em nível global.

A chegada das redes de fast food norte-americanas ao Brasil, como o McDonald’s, que aterrissou por aqui no final dos anos 70, provocou uma revolução não apenas na experiência do consumidor como um todo, mas também no comportamento das demais empresas do setor que já existiam: preços ficaram mais competitivos e os investimentos no negócio aumentaram, assim como a profissionalização dos estabelecimentos também.

Trazendo para a realidade do contador, esse exemplo mostra que a entrada de redes de franquias estrangeiras no Brasil é capaz de gerar desenvolvimento por três motivos principais:

Para começar a fazer parte de uma rede dessas o escritório precisa apresentar capacidade mínima para isso;
Ao integrar a rede a empresa passa a usufruir de conhecimento técnico e de negócios e de infraestrutura tecnológica e física padrão internacional;
Escritórios de contabilidade que não fizerem parte de uma rede de franqueados vão precisar ajustar processos para continuarem firmes e fortes no mercado e não terem os resultados tão impactados pela forte concorrência. Isso começa pela adoção de tecnologias de integração contábil que liberem o contador e sua equipe de tarefas operacionais para se dedicarem a projetos mais estratégicos e que criem diferenciais ao negócio.
Você já começou a pensar no rumo que seu escritório contábil vai tomar? Independentemente da escolha, uma coisa é certa: todos os caminhos levam ao crescimento e à profissionalização e essa tendência é uma excelente oportunidade para sua empresa de contabilidade crescer.

Matéria: ContaAzul