A contabilidade do futuro

O desemprego que assola o Brasil é uma das facetas mais preocupantes da atual crise econômica. Por outro lado, o mesmo mercado, cruel com algumas profissões, está carente de outras tantas. É o caso dos profissionais da contabilidade.
 

 
Segundo matéria do G1, publicada em fevereiro, nossa profissão está “em alta”, devido à necessidade, cada vez maior, de as empresas cortarem custos, buscarem melhores investimentos embasados em análises contábeis e financeiras e conhecerem bem a rentabilidade de seu negócio.

A matéria foi realizada com base no levantamento da Wyser, empresa especializada em recrutamento e seleção. O estudo informa que, este ano, mais do que nunca, as empresas optarão por profissionais resilientes, com capacidade de inovar e encontrar oportunidades de crescimento e de gerar rentabilidade aos negócios mesmo com poucos recursos. O profissional da contabilidade é perfeitamente capaz de encontrar essas soluções, por estar sempre antenado ao mercado, atualizado e atuando lado a lado dos empresários.

A tecnologia já acarretou em diversas mudanças para nossa atividade e a tendência é que elas sejam cada vez maiores e mais profundas. Isso, no entanto, não deve nos desmotivar. É preciso pensar na contabilidade do futuro.
 

 
As obrigações acessórias serão reduzidas e poderemos, finalmente, exercer com maestria a função de gestores. Auxiliar a tomada de decisões, elaborar relatórios importantes, prestar consultorias e contribuir, de maneira cada vez mais efetiva, para a saúde das empresas e do país.

Cabe ao profissional investir em si mesmo e isso começa com a Educação Continuada. Estar atualizado não é mais um diferencial, e sim uma necessidade. Na contabilidade, aprendemos: é preciso se antecipar. Nossa profissão é uma das mais antigas do mundo e ela jamais acabará. Pelo contrário, será cada vez mais aperfeiçoada. Não há porque ter medo. Jamais seremos substituídos por máquinas: elas vieram para somar ao nosso trabalho.

Vitória Maria da Silva – presidente do CRCRJ.