Escritório Contábil de Campinas fraudou Previdência em R$ 6 milhões

Duas mulheres foram presas, cinco mandados de busca e apreensão e 29 de condução coercitiva foram cumpridos pela Força Tarefa Previdenciária de Campinas nas cidades de Hortolândia (SP) São José do Rio Preto (SP), além de Campinas (SP), nesta quarta-feira (5).A ação, que investiga desvios de benefícios previdenciários e de seguro desemprego, pode ter dado um prejuízo de R$ 6 milhões aos cofres públicos.

A informação é da Força Tarefa formada pela Polícia Federal, Previdência Social e Ministério Público Federal.
Ao menos 200 pessoas teriam recebido valores indevidos, segundo os investigadores. Todos terão que ressarcir os cofres públicos.

Os 29 ouvidos nesta quarta-feira são empresários. Os beneficiários ainda não foram chamados para depor, segundo a Polícia Federal.

Mamba
A operação recebeu o nome de Mamba, alusão a uma serpente africana e nome dado a uma brincadeira de pega-pega, na qual cada participante que é tocado pela “mamba” se junta ao “corpo da serpente, tornando-a cada vez maior e mais poderosa”.

De acordo com os investigadores, os envolvidos no esquema são ligados a um escritório de contabilidade de Campinas. As duas muheres presas são da cidade, segundo a delegada Estela Beraquet.

“A Força-Tarefa Previdenciária de Campinas identificou um escritório de contabilidade que funcionava como uma verdadeira fábrica de criação de vínculos empregatícios falsos, “explicou a delegada. Ela disse ainda que muitos que receberam os valores sabiam da fraude.

O grupo utilizava de dados de clientes, empresas em atividade para informar vínculos falsos à Previdência Social e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Em seguida, eles efetivavam os registros em carteira de trabalho.
Ainda segundo os investigadores, como os suspeitos dominavam todas as etapas necessárias para vínculos empregatícios, não levantavam suspeitas, dificultando a apuração dos crimes.

Os detidos vão responder pelos crimes de estelionato qualificado e associação criminosa. Se condenados, a pena pode chegar a 15 anos de prisão. (Com G1-Campinas)

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