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THE DAY AFTER, REMEMBER

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ELENITO ELIAS DA COSTA

No início do ano de 2006, nos dedicamos a estudar as alterações da Lei No. 6.404/76, em face das adequações internacionais, que motivaram citadas demonstrações contábeis de financeiras das empresas através da Lei 11.638/2007, e passamos a escrever artigos (técnicos e científicos), publicar livros, e trabalhar em projetos focados nas citadas adequações.

Um grupo de pesquisadores, do qual me incluo que escrevem artigos regularmente, já ressaltavam as implicações que dariam à adequação internacional no tocante as demonstrações contábeis e financeiras aprovadas junto à contabilidade brasileira. Não que desaprovamos, mas o tempo e tais reformulações exigiam uma maturação profissional que gestores, executivos, empreendedores, contadores, e demais profissionais não estavam nem estão preparados.

Ações como a obtenção do AJUSTE MONETÁRIO e seu tratamento patrimonial, tributário, financeiro e demais.

Os famosos ERROS, DOLOS e principalmente a INCONSISTÊNCIA CONTÁBIL, que podem influenciar as Demonstrações Contábeis e Financeiras, prejudicar os resultados, modificam o foro e domicilio jurídico de gestores, executivos, empreendedores e profissionais que se envolvem com tais lides.

Esse fato nos lembrar a responsabilidade comercial, civil, penal, criminal que implicam á determinadas profissões.

Não tínhamos dúvidas quanto ás tais alterações iriam implicar em atitudes não convencionais de diversas empresas.

Tínhamos absoluta certeza que, profissionais, gestores empreendedores e similares não estudariam tais fatos, e emocionalmente envolvidos acataram tais fatos, sem um estudo mais aprofundado de suas implicações futuras.

Hoje, nos deparamos com os fatos que dantes identificamos, e mais gritante é que nos tornamos autores e vítimas cumulativamente.     

Lamentavelmente, leio o relato abaixo informado no VALOR ECONÔMICO que comprova tais estudos, não pelo fato do espaço das Notas Explicativas, mas temos a consciência de que quando tais Notas Explicativas são extensas, isso induz as falhas não mensuradas pela Contabilidade refletidas nas Demonstrações Contábeis e Financeiras complementares.

Você já pensou por que os SEGUROS estão atendendo tantos profissionais?

Você já imaginou sua responsabilidade diante de tais fatos?

Transcrevo abaixo uma informação contida no VALOR ON LINE. (Valor Econômico):


“Balanços crescem muito e diretor da Vale teme 'monstro'

Por Fernando Torres | De São Paulo

Ninguém tinha dúvida de que a aplicação das normas internacionais de contabilidade aumentaria o tamanho e o número de notas explicativas divulgadas em conjunto com os balanços das empresas. Mas a sensação geral é que se passou da conta. "Tenho receio de que as demonstrações contábeis se transformem em um monstro que ninguém consiga ler e entender", afirmou o diretor de controladoria da Vale, Marcus Severini.

O executivo diz que não é contra prestar mais informações, mas acredita que nem todas precisam estar nos balanços, já que muitas se repetem no Formulário de Referência, nos relatórios anuais das empresas, no site de relações com investidores e nos comunicados à imprensa.

Severini participou ontem do 1º Encontro de Contabilidade e Auditoria, organizado pela Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) e pelo Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon).

Presentes no mesmo evento, representantes da academia, analistas de investimento e até mesmo os auditores concordaram com a avaliação de que os balanços estão maiores do que precisariam.

O professor Ariovaldo dos Santos, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, cita por exemplo casos em que as notas explicativas detalham todos os 43 pronunciamentos contábeis, além das interpretações e orientações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e ratificadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). "Que sentido faz isso?", questiona o professor.

Para ele, as empresas deveriam procurar ajuda de profissionais da área de comunicação e de letras para tornar as notas mais sucintas. "Essas pessoas vão conseguir resumir 12 páginas em uma e meia com competência", diz Santos, que avalia que os balanços, da forma como são divulgados hoje, são desinteressantes.

Reginaldo Ferreira Alexandre, presidente da regional São Paulo da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec-SP), conta que ouviu de um presidente de companhia aberta uma reclamação sobre o tamanho do seu próprio relatório. Quando procurou saber o motivo, esse executivo ouviu os contadores responsabilizando os auditores, que culparam os advogados, que apontaram novamente os contadores. "Além do aumento do tamanho por conta das novas demandas da regulamentação, existe também relatório mal feito. Em vez de escrever uma linha, a empresa gasta três páginas", afirma Alexandre. "As notas precisam ser mais simples, mais claras e mais objetivas", acrescenta o presidente da Apimec, lembrando que muitas vezes os analistas têm poucas horas para ler os balanços e emitir seus relatórios.

Na opinião de Wanderley Olivetti, sócio de auditoria da Deloitte, as notas explicativas dos balanços acabaram ficando muito grandes porque as empresas ficaram com receio de serem acusadas de não querer divulgar determinada informação. Por isso, ele não vê espaço para redução imediata do tamanho das demonstrações financeiras.

Já o sócio da Ernst & Young Terco Paul Sutcliffe tem uma visão diferente. "A norma requer a divulgação, mas é possível fazer de forma mais resumida", afirma. Ele cita ainda que a nota que faz a descrição das práticas contábeis poderia ser menor, enquanto aquela que trata das premissas usadas pela administração deveria ser maior e mais detalhada.

De acordo com Alexandre, da Apimec-SP, o problema dos balanços grandes não é novo. Ele conta que, ao participar por vários anos da comissão julgadora de um prêmio que a Abrasca dá para os melhores relatórios anuais, foi possível observar mudanças. "Eles foram ficando mais magrinhos. E as empresas que reduziram foram ganhando destaque", diz.

Em outro ponto relacionado com a comunicação das companhias abertas com o público, o Comitê de Orientação para Divulgação de Informações ao Mercado (Codim) deve discutir, em reunião marcada para hoje, uma proposta para se acabar com as colunas referentes ao resultado da "controladora", que hoje sai ao lado dos números consolidados dos grupos. “Também entrará na pauta o rodízio de auditoria e o fim da necessidade de publicação dos balanços em jornais.”

Acredito que as Demonstrações Contábeis e Financeiras das empresas devam merecer uma reflexão profunda sobre suas veracidades, transparência e controle interno, pois acredito que o futuro cobrará citadas propriedades, mas estou ciente que estratégias e articulações poderão influenciar a lícita e proba responsabilidade profissional, podendo gerar um MONSTRO.


ELENITO ELIAS DA COSTA, um profissional pesquisador.

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Comentários (1 postado):

Maria Eurineide on 15 September, 2011 02:35:17
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Brilhante artigo, só poderia vir da sapiência de um dos melhores profissionais e professor do Nordeste, ressalto que o referido autor tem diversos artigos publicado no Brasil e no Exterior, isso ratifica sa performance e competência.

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