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A importância da escrituração contábil em uma entidade futebolística – Valériodoce Esporte

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O presente trabalho traz algumas reflexões sobre a importância de se fazer a escrituração contábil e de sua essencialidade para as empresas. Demonstrando que sua formulação é de grande relevância não só para a empresa como para os seus colaboradores.

1 INTRODUÇÃO

 

O mercado tem se alterado nos últimos anos, por várias razões. O impacto dessa nova realidade exigiu mudanças em muitas áreas, algumas ainda em curso. Este cenário obriga que as empresas se aprimorem e busquem a ampliação de seus sistemas de informação tanto interno quanto externo. Destacando, entre estes sistemas, a área contábil, por ser responsável a fornecer informações sobre grande parte dos recursos da organização necessárias ao controle, gerenciamento e ao planejamento.

Uma organização que mantenha uma escrituração contábil regular pode gerar informações estratégicas para seus gestores. Entretanto, em algumas empresas, por desorganização interna ou simples falta de priorização do assunto, muitos gestores têm dificuldades em obter dados contábeis confiáveis. Balancetes mal conciliados, balanços com deficiências de informação, documentos não contabilizados, transformam a contabilidade numa mera peça burocrática, sem utilidade gerencial, por isso a importância de uma contabilidade sadia e com suas Demonstrações Contábeis em ordem.

As Demonstrações Contábeis constituem um dos pontos culminantes da atividade profissional contábil. Por intermédio delas são prestadas as informações indispensáveis aos acionistas, administradores, governo e sociedade em geral sobre a situação patrimonial e financeira das empresas.

Todo empresário precisa organizar suas finanças e compreender os seus custos, suas despesas, seus direito e obrigações. Como notório, a contabilidade é uma ferramenta imprescindível à gestão de qualquer entidade, seja esta pequena ou grande. Por isso, a extrema necessidade de uma boa contabilidade no Valeriodoce Esporte Clube, uma melhor utilização dos seus recursos além de permitir a seus associados onde são gerados os recursos e onde estão sendo aplicados, e assim promover uma maior transparência.

Para realizar uma consultoria contábil focando na escrituração contábil e no balanço patrimonial, foi preciso compreender a realidade da empresa e do escritório que presta serviço contábil a organização. Além, da importância das pessoas envolvidas neste processo, a necessidade e os impactos que os recursos humanos, materiais e tecnológicos têm na prestação dos serviços e a extenção dos serviços atualmente prestados.

A preocupação com a qualidade da área contábil interna e da empresa prestadora de serviço tem sido de bastante valia aos empreendedores nos dias de hoje. Um serviço contabil bem prestado pode contribuir para o sucesso da empresa e para uma maior lucratividade e rentabilidade. Mas para que a empresa possa prestar um bom serviço contábil ela precisa receber todas as documentações com tempestividade e integridade para que a escrituração seja bem feita.

O objetivo geral desse trabalho foi verificar como o sistema contábil da empresa esta sendo utilizado, com isso, diagnosticar e propor alternativas de solução dos problemas observados na área contábil, com a devida sustentação teórica.

 


2 REFERENCIAL TEÓRICO

 


2.1 Conceitos de Contabilidade

Segundo Franco (2006, p. 20) a Contabilidade tem como objeto o patrimônio, o qual ela estuda e controla, registrando, classificando, analisando, interpretando e informando, através das demonstrações contábeis, todas as ocorrências nele verificados.

Franco (2006, p. 20) acrescenta que seu campo de aplicação é o das entidades econômico-administrativas, sejam com fins lucrativos ou não. E que sua finalidade é assegurar o controle do patrimônio administrativo, através do fornecimento de informações e orientação, necessária a tomada de decisões sobre a composição e variação patrimonial. A definição que atende melhor ao propósito desse trabalho é a seguinte:

Em resumo Ribeiro (2002, p. 23) diz que a contabilidade é uma ciência que permite, através de suas técnicas, manter um controle permanente do Patrimônio da empresa.

 


2.2 Objetivo e Finalidade da Contabilidade

Segundo Ribeiro (2002 p.24) o objetivo da contabilidade é permitir o estudo e o controle dos fatos decorrentes da gestão do patrimônio das entidades econômicos – administrativas.

Sua finalidade é permitir a obtenção de informações econômicas e financeiras acerca da entidade. As informações de natureza econômica compreendem, principalmente, os fluxos de receitas e de despesas, que geram lucros ou prejuízos, e as variações no patrimônio da entidade.

 


2.3 Técnicas Contábeis:

Franco (2006, p. 35) comenta sobre 4 técnicas contábeis indispensável para a contabilidade das empresas, são elas a Escrituração, que são os registros em livros próprios (Diário, Razão, Caixa e Contas Correntes), de todos os Fatos Administrativos que ocorrem no dia-a-dia das empresas. As Demonstrações, quadros técnicos que apresentam dados extraídos dos registros contábeis da empresa, as mais conhecidas são o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício. A Auditoria que é a verificação da exatidão dos dados contidos nas demonstrações financeiras, através do exame minucioso dos registros contábeis e dos documentos que deram origem a eles. E por último Análise de Balanços que examina e interpreta os dados contidos nas demonstrações financeiras, com o fim de transformar esses dados em informações úteis aos diversos usuários da contabilidade.

 


2.4 Importância e Utilidade da Escrituração

 


2.4.1 Conceito de Escrituração

A escrituração segundo Ribeiro (2002, p. 76) é uma técnica contábil que consiste no registro, em livros próprios, de todos os fatos administrativos resultantes da gestão do patrimônio da entidade.

Franco (2006, p. 57) acrescenta que a Escrituração é o elemento histórico que compreende o registro dos fatos, na ordem cronológica, o que da a contabilidade caráter de verdadeira história do patrimônio. Sob os aspectos econômico e financeiro, entretanto, essa história não apresenta importância objetiva, porquanto a análise e a interpretação dos fatos, nesses aspectos, não são feitas em face dos fatos isoladamente considerados, mas da expressão monetária de seus efeitos no conjunto da riqueza patrimonial.

 


2.4.2 Os Pilares e a Essência da Escrituração

Segundo Ribeiro (2002, p. 77) a contabilidade está para a empresa seja ela de grande ou pequeno porte, na mesma importância com que o plano de vôo está para o piloto. Pilotar uma aeronave, independente do seu tamanho ou dos recursos aeroviários sem fazer plano de vôo, corre-se o risco de pouso forçado a qualquer momento e lugar; de conseqüências imprevisíveis, podendo implicar apenas um grande susto aos passageiros, como também, a total destruição da aeronave, com a morte de todos os usuários.

Ainda segundo Ribeiro (2002, p. 77) a essência da Contabilidade é: processo, ferramenta, controles, demonstrações, ou seja, instrumentos de gestão empresarial. No Brasil, equivocadamente, com as exceções, a escrituração mercantil e as atribuições do contador sempre estiveram associadas ao pagamento de impostos. Todavia, independente da forma de tributação adotada pela pessoa jurídica, é a contabilidade, por meio das demonstrações, que posiciona o gestor como estão se portando os negócios; qual a rentabilidade; o grau de endividamento; o comportamento das contas a receber e a pagar; a capacidade de solvência, antecipando por conta das informações, causas, conseqüências, alternativas que se dispõem para a correção dos desvios em relação aos planos estabelecidos. Quando se presta e contempla as atribuições, a Contabilidade cumpre a sua essência enquanto ciência informativa.

Franco (2006, p. 57) afirma que, quanto mais completo e transparente forem os registros da Contabilidade, mais eficientes serão os diagnósticos, as conclusões, as causas. Também, se os relatórios forem analisados corretamente, muito mais fáceis será prescreverem-se sintomas, avaliarem-se medidas, receitarem-se medicamentos.

Franco (2006, p. 57) acrescenta que os contabilistas, empresários e usuários das informações devem se posicionar em conjunto para o equacionamento das enfermidades, independente do volume dos negócios. Ratificando, a Contabilidade constitui processo, ferramenta, instrumento de gestão empresarial. Os pilares que constituem a essência da contabilidade podem ser resumidos em: escrituração, princípios, transparência, submissão às normas, qualidade nos serviços e ética profissional. As conclusões aqui expendidas se aplicam indistintamente às empresas tributadas pelo Lucro Real, Lucro Presumido, Lucro Arbitrado ou pelas regras do Simples Nacional, ainda que no caso desta última opção a pessoa jurídica tenha praticado escrituração simplificada.

 


2.4.3 Métodos de Escrituração

Ribeiro (2002, p. 83) diz que os métodos de escrituração é a forma de registro dos Atos e Fatos Administrativos

Franco (2006, p. 58) frisa que diversas são as maneiras de escriturar os fatos contábeis, porém todos os métodos de escrituração existentes são as variantes de dois métodos fundamentais: o método das partidas simples e o método das partidas dobradas.

 


2.4.3.1 Método das Partidas Simples

Franco (2006, p. 59) indica que esse método consiste no registro de operações específicas envolvendo o controle de um só elemento patrimonial; é um método deficiente e incompleto, não permitindo o controle total do patrimônio da empresa.

Ribeiro (2002, p. 83) concorda com Franco e diz que esse método consiste no registro de operações específicas envolvendo o controle de um só elemento. Ex: Livro Caixa. Visa apenas o controle do dinheiro, não tem a preocupação de controlar outros elementos patrimoniais. O método das partidas simples é deficiente e incompleto, pois não permite o controle global do patrimônio. As entidades que utilizam apenas esse método de registro só conseguem controles estanques de alguns eventos.

 


2.4.3.2 Método das Partidas Dobradas

Franco (2006, p. 59) Esse é o método utilizado universalmente nos registros contábeis. Sua utilização permite o controle de todos os elementos patrimoniais, bem como das variações do Patrimônio Líquido através da apuração do resultado econômico.

Ribeiro (2002, p. 83) afirma que o princípio fundamental do método é o de que não há devedor sem que haja credor, correspondendo, a cada débito, um crédito de igual valor. Um dos produtos deste método de escrituração é o Balanço Patrimonial.

 


2.5 A importância do Balanço Patrimonial para a empresa

 


2.5.1 Balanço Patrimonial

Para Oliveira (2002, p. 55) o Balanço Patrimonial pode ser definido como o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma pessoa física ou jurídica, levando em consideração, porém, que os bens e direitos são valores positivos e as obrigações são valores negativos.

Já segundo Gitmam (1997,p. 43) o Balanço Patrimonial representa a demonstração resumida da posição financeira da empresa em determinada data. A demonstração confronta os ativos da empresa com suas fontes de financiamento, que podem ser dívida ou patrimônio.

Em relação, a leitura do balanço Oliveira (2002, p. 55) frisa que uma das formas mais utilizadas para sua leitura financeira é a construção de Índices Financeiros. É importante ressaltar que o Balanço Contábil reflete uma posição estática da empresa, construída sobre valores coletados ao final de períodos, fato que exige cautela e leitura de outros dados financeiros. Para balizar uma análise correta e sem distorções da estrutura financeira da empresa, ou seja, apenas a análise vertical e horizontal dos dados do Balanço Contábil não é suficiente para uma análise completa da situação financeira da empresa. Devendo considerar duas óticas: a contábil e a gerencial.

Conforme Oliveira (2002, p. 56) a definição contábil e gerencial são as seguintes:

Contábil: Evidencia o Capital Circulante Líquido, que reflete o resultado obtido entre o Ativo e o Passivo Circulantes. Como o Balanço Patrimonial reflete um determinado momento, é importante distinguir o curto e o longo prazo. Segundo normas emanadas do Banco Central do Brasil, o curto prazo é estipulado em operações com período de até 180 dias.

Gerencial: Evidencia o ciclo de operações financeiras da empresa, e refletem a capacidade de assumir endividamentos em períodos pré-determinados. Como instrumento de analise e acompanhamento, costuma-se utilizar na prática um demonstrativo conhecido como Fluxo de Caixa (Capacidade de Pagamento) para ressaltar a liquidez da empresa.

Portanto, para fazer uma análise completa e correta da estrutura financeira de uma empresa é necessário entender algumas nomenclaturas contábeis e gerencial do balanço e da DRE e a importância de ambos demonstrativos.

 


2.5.2 Demonstração do Resultado do Exercício

Segundo Marion & Reis (2003, p. 32) "Demonstração do Resultado do Exercício é uma peça contábil que mostra o resultado das operações sociais – lucro ou prejuízo. A DRE é uma informação importantíssima para o investidor poder avaliar o rendimento obtido e o tempo de retorno de seu investimento".

Para Neto (2001, p. 75) a demonstração de resultados do exercício visa fornecer, de maneira esquematizada, os resultados (lucro ou prejuízo) auferidos pela empresa em determinado exercício social, os quais são transferidos para contas do patrimônio líquido. O lucro (ou prejuízo) é resultante de receitas, custos e despesas incorridos pela empresa no período e apropriados segundo o regime de competência, ou seja, independentemente de que tenham sido esses valores pagos

ou recebidos".

Matarazzo (2003, p. 45) acrescenta que é uma demonstração dos aumentos e reduções causados no Patrimônio Líquido pelas operações da empresa. As receitas representam normalmente aumento do Ativo, através de ingresso de novos elementos, como duplicatas a receber ou dinheiro proveniente das transações. Aumentando o Ativo, aumenta o Patrimônio Líquido. As despesas representam redução do Patrimônio Líquido, através de um entre dois caminhos possíveis: redução do Ativo ou aumento do Passivo Exigível.

Segundo Gitmam (1997 p. 58) o demonstrativo de resultados elaborado fornece um resumo financeiro dos resultados das operações da empresa durante um período específico. Este período geralmente é o ano encerrado, 12 meses.

Ainda Segundo Gitmam (1997 p. 58) o demonstrativo de resultados inicia-se com receita de vendas (vendas durante o ano). Desse montante é deduzido o montante relativo ao custo das mercadorias vendidas durante o ano. Como resultado, obtêm o lucro bruto, após deduzir as despesas operacionais.

Para Oliveira (2002, p. 55) a análise vertical e horizontal da DRE também não é suficiente para uma analise completa da situação financeira da empresa. Devendo considerar duas óticas: a contábil e a gerencial.

 


2.6 A importância e a evolução da Contabilidade Gerencial para as empresas

Conforme Oliveira (2002, p. 56) a definição gerencial é a evidencia do ciclo de operações financeiras da empresa, e que refletem a capacidade de assumir endividamentos em períodos pré-determinados, devendo assim estudar a contabilidade gerencial para analise das informações.

Segundo Iudícibus, (1998, p. 21) A Contabilidade gerencial, num sentido mais profundo, esta voltada a uma única e exclusivamente para a administração de empresas, procurando suprir informações que se encaixem de maneira valida e efetiva no modelo decisório do administrador.

Para Martins (2003, p. 19-21) as expressões Contabilidade Financeira, Contabilidade de Custos e Contabilidade Gerencial, bem como suas origens, comumente são confundidas. Segundo o autor, até a Revolução Industrial praticamente só existia a Contabilidade Financeira, que foi desenvolvida na Era Mercantilista e estava bem estruturada para servir as empresas comerciais. Com o advento da indústria, a função do contador tornou-se mais complexa e começou-se, então, a formação dos critérios de avaliação de estoques no caso industrial. Nesse período, os valores dos fatores de produção utilizados para sua obtenção passaram a compor o custo dos produtos. Em razão do crescimento das empresas, a Contabilidade de Custos passou a ser considerada como uma forma eficiente de auxílio no desempenho dessa nova missão gerencial.

Segundo Garrison e Noreen (2001, p. 3), os relatórios contábeis financeiros são para uso das partes externas (usuários externos), enquanto os relatórios gerenciais se destinam aos gerentes da organização.

Ainda segundo Garrison e Noreen (2001, p. 5), as raízes da contabilidade financeira estão na Revolução Industrial do século XIX, momento em que as empresas eram fortemente controladas por uns poucos proprietários administradores, os quais obtinham empréstimos através das suas relações e dos seus bens pessoais. Não existia, portanto, necessidade de elaborar demonstrativos financeiros, ao contrário da contabilidade gerencial, que já era relativamente sofisticada, fornecendo informações essenciais para o gerenciamento da produção primitiva em larga escala de têxteis, aço e outros produtos. Após a virada do século, devido às pressões exercidas sobre as companhias pelo mercado de capital, pelos credores, pelos organismos reguladores e pelo imposto de renda, surgiu a necessidade da Contabilidade Financeira.

Garrison e Noreen (2001, p. 7) destacam que durante muitas décadas, os contadores trabalharam para garantir que as exigências da Contabilidade Financeira fossem atendidas e para que seus relatórios fossem apresentados tempestivamente. Com isso, as práticas da Contabilidade Gerencial estagnaram

Em resumo Atkinson (2000, p. 48), diz que a Contabilidade Gerencial "é o processo de identificar, mensurar, reportar e analisar informações sobre os eventos econômicos da empresa".

Ricardino Filho (1999, p. 248-253) concluiu que a contabilidade, desde sua origem, qualquer que seja a data, sempre teve como objetivo prover seus usuários de informações para gerenciamento das atividades. Ocorrendo, ao longo do tempo, alterações e não marcos inicial da contabilidade gerencial. Por isso a importância de estudar alguns métodos de custeio.

 


3 METODOLOGIA

Para desenvolver uma pesquisa científica, o primeiro passo foi a escolha do tema e a forma clara objetiva e direta de transparecer esse objetivo e de relatar sobre os vários pensamentos e publicações de autores sobre o tema.

Segundo Lakatos (2005) pesquisa visa prover o pesquisador de maior conhecimento sobre o tema ou problema de pesquisa em perspectiva. Portanto é apropriada para os primeiros estágios da investigação quando a familiaridade, o conhecimento e a compreensão do fenômeno por parte do pesquisador são geralmente poucos ou inexistentes.

A metodologia de pesquisa utilizada foi Estudo de Caso e Documental. Tendo como meta os objetivos específicos propostos, esta pesquisa caracterizou o fato em estudo, de forma exploratória e descritiva, pois permitiu uma busca de maiores informações sobre o tema e uma sistematização.

Para Cervo (1996) o estudo de caso "se fundamenta na idéia de que a análise de uma unidade de determinado universo possibilita a compreensão da generalidade do mesmo ou, pelo menos, o estabelecimento de bases para uma investigação posterior, mais sistemática e precisa".

As fontes de pesquisa documental são mais diversificadas e dispersas do que as da pesquisa bibliográfica. Conforme Lakatos (2005), na pesquisa documental existem os documentos de primeira mão, ou seja, aqueles que não receberam nenhum tratamento analítico tais como os documentos conservados em órgãos públicos e instituições privadas, e os documentos de segunda mão que de alguma forma já foram analisados tais como: relatórios de pesquisa; relatórios de empresas; tabelas estatísticas e outros.

Lakatos (2005) afirma que a pesquisa descritiva e exploratória neste tipo de estudo são observados, registrados, analisados, classificados e interpretados, sem que o pesquisador interfira neles. Usa-se este desenho para buscar informações precisas sobre a freqüência de ocorrência de um fenômeno quando se sabe pouco sobre ele.

A investigação foi baseada na observação e no estudo de caso dentro da organização, pois esta análise não teve à disposição muitos materiais sobre o assunto. A partir deste estudo identificaram-se questões que podem contribuir para aspectos contábeis que a instituição necessita entre elas o aperfeiçoamento da Escrituração e Balanço contábil.

Na primeira etapa da coleta de dados, procedeu-se a uma revisão de literatura. Esse tipo de pesquisa "é um excelente meio de formação científica quando realizada independentemente ou como parte de pesquisa empírica" (SILVA, 2003, p.60). Explica e discute um tema ou problema com base em referências passadas da organização.

Na segunda etapa da coleta de dados, realizou-se então, uma pesquisa de observação com base nos dados coletados cujo método de operacionalização foi a entrevista informal, para verificar, junto aos respondentes, quais são as práticas de contabilidade utilizadas pela empresa. Na pesquisa utilizou-se o mesmo instrumento de coleta de dados empregado por Souza em (2001), com algumas adaptações que visam facilitar o estudo. O foco principal foi um estudo sobre a importância da Escrituração e Balanço Contábil.

 


4 ANÁLISE DE DADOS

Valériodoce Esporte Clube é uma agremiação esportiva sediada em Itabira, no estado de Minas Gerais, fundada a 22 de novembro de 1942 por funcionários da empresa estatal Vale do Rio Doce. Quando a empresa foi vendida pelo governo, cessaram as contribuições para o clube, mas em contrapartida, houve o repasse do estádio, o qual lhe pertencia. De alguns anos pra cá o Valériodoce Esporte Clube caiu em desuso e passou a acumular problemas, consequentemente sua contabilidade foi afetada pela falta gestão.

A Contabilidade é a alma da empresa, nela ficam registrados todos os atos e fatos contábeis. Se os atos do administrador são corretos: documentação adequada, transações negociais dentro do objeto da empresa, o reflexo é imediato: a Contabilidade é transparente. Caso contrário pode ser utilizada para incriminar a empresa, sócios, administradores e contador que foram relapsos e desleixados.

O que esta acontecendo com Valério é que sua contabilidade esta mau gerida, a empresa precisa de um departamento contábil com pessoas qualificadas para manter sua parte contábil transparente, è mister aos empresários e contadores conhecerem a definição de crimes, fraudes, dolos, erros, simulações, arbitramentos fiscais, distribuição de lucros, responsabilidade; meios e privilégios de manter a escrita contábil saudável, como prova a favor da empresa nos mais variados embates em que estão sujeitos.

O problema observado foi à ausência de Escrituração e, conseqüentemente, a falta de Balanço Patrimonial para transparência de suas atividades aos associados do Valeriodoce Esporte Clube.

Todos empresários precisam organizar suas finanças e compreender os custos, tributação, gerenciamento e orçamentos. Como notório, a contabilidade é uma ferramenta imprescindível à gestão de qualquer entidade, seja esta pequena ou grande. Por isso, com a extrema necessidade da contabilidade nas empresas, a implantação de uma boa contabilidade no Veleriodoce Esporte Clube si faz necessária e urgente para uma melhor utilização dos seus recursos e mostrar a seus associados onde todos os recursos captados estão sendo investidos e utilizados, com a maior transparência devida.

Preocupação com a qualidade da área contábil interna e da empresa prestadora de serviço tem sido de bastante valia aos empreendedores nos dias de hoje. Além de permitir maior e melhor visibilidade, um serviço bem prestado pode contribuir no sucesso da empresa e para uma maior lucratividade e rentabilidade. Mas para que a empresa possa prestar um bom serviço contábil ela precisa passar todas as documentações contábeis para que a escrituração seja bem feita.

Com a falta de escrituração surgem problemas maiores, como observado na instituição, havendo ausência de Escrituração e conseqüentemente a falta de Balanço contábil para transparência de suas atividades aos associados do clube.

Detectamos junto à contabilidade Alfa que a empresa Valeriodoce Esporte Clube não possui um Balanço Patrimonial desde o ano de 2007. O Balanço é uma demonstração contábil que tem por finalidade apresentar a posição contábil, financeira e econômica de uma entidade em determinada data, representando uma posição estática, ou seja, uma posição ou situação do patrimônio em determinada data. O Balanço apresenta os Ativos (bens e direitos) e Passivos (obrigações) e o Patrimônio Líquido, que é resultante da diferença entre o total de ativos e passivo, por isso indispensável para a organização.

Conseqüentemente com a falta do Balanço Patrimonial a empresa não tem a DRE. A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) é uma demonstração contábil dinâmica que se destina a evidenciar a formação do resultado líquido em um exercício, através do confronto das receitas, custos e despesas, apuradas segundo o princípio contábil do regime de competência. A demonstração do resultado do exercício oferece uma síntese financeira dos resultados operacionais e não operacionais de uma empresa em certo período. Embora sejam elaboradas anualmente para fins de legais de divulgação, em geral são feitas mensalmente para fins administrativos e trimestralmente para fins fiscais. Sua finalidade básica, portanto, é descrever a formação do resultado gerado no exercício, mediante especificação das receitas, custos e despesas por natureza dos elementos componentes, até o resultado líquido final, lucro ou prejuízo. A DRE, como uma demonstração contábil obrigatória a todos os tipos societários, também devidamente indispensável para empresa.

Existe também erros que não pode acontecer na organização, que é a falta do plano de contas. O plano de contas no processo contábil de qualquer empresa é de fundamental importância, haja vista que estão elencadas todas as contas que poderão ser utilizadas para registrar os fatos administrativos passíveis de escrituração contábil. Os lançamentos contábeis deverão ser escriturados utilizando as contas, e estas deverão constar do plano de contas. Na ausência de um plano de contas, a empresa fica sem sua principal ferramenta para registrar os fatos ocorridos, passíveis de escrituração.

Dessa forma, podemos dizer que a Contabilidade espelha realidade da empresa desobrigando os sócios, os administradores e o próprio contador de responderem com seus bens pessoais em questionamentos tributários, civis, comerciais, penais e criminais, provando que os mesmos não agiram de forma enganosa, lesiva ou com abuso de poderes perante terceiros, sendo assim, devemos atualizar todos os dados da empresa, fazendo a Escrituração Contábil, ou seja, o Balanço Patrimonial, a DRE e a criação do plano de contas.

 


5 REFERENCIAS

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SILVA JUNIOR, José Barbosa da (coordenador). Custos: Ferramentas de Gestão. Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo / IBRACON. São Paulo: Atlas, 2000.

SOUZA, Marcos Antonio. Práticas de Contabilidade Gerencial Adotadas por Subsidiárias Brasileiras de Empresas Multinacionais. São Paulo, Tese de Doutorado Apresentada a FEA / USP, 2001.

 

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