2 modelos contábeis de credit scoring

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O segmento de concessão de crédito é um dos que mais crescem no Brasil. Apesar de ter oscilado um pouco em 2014, com alguns estímulos do Governo Federal o setor garantiu o seu crescimento. Os principais motivos para esse aumento é a ampliação da renda das classes D e C e a redução da inadimplência, o que, consequentemente, diminui o risco em oferecer os produtos financeiros. Com relação à redução da possibilidade de calote, as instituições financeiras contam com o mecanismo de credit scoring, uma espécie de pontuação para a aprovação ou não do crédito ao interessado. Para isso, as instituições possuem modelos contábeis de credit scoring.



Baseado em técnicas estatísticas, os modelos contábeis de credit scoring não expõem ou constrangem o cliente (pessoa física ou jurídica), já que é um sistema interno de análise dos dados. No mercado, existem dois modelos contábeis de credit scoring, como você pode verificar abaixo:

Antes da concessão

A primeira categoria de credit scoring é aquela em que o avaliador reúne determinadas informações que darão suporte para ele tomar a decisão de conceder ou não o crédito. As informações são histórico de pagamento, tipos de créditos já solicitados anteriormente, se há dívidas pendentes, receita bruta, se está negativado, entre outras. Dependendo da instituição, essa avaliação pode ser instantânea — ou seja, o interessado sai da loja com o crédito aprovado e depositado em conta — ou demorar alguns dias, quando é necessária uma busca mais aprofundada sobre a situação da pessoa física ou da empresa.

Claro que, nesse ponto, o interessado pessoa física funcionário público, aposentado ou pensionista leva mais vantagem na avaliação do que o ligado à iniciativa privada — devido à estabilidade adquirida. Faça chuva ou faça sol, os rendimentos do possível cliente estarão em sua conta. Além disso, é maior ainda a possibilidade de recebimento das parcelas se o sistema for o consignado.

Depois da concessão

Já o outro modelo é utilizado quando o interessando já se tornou cliente, ou seja, possui o crédito. Chamado de “escoragem” comportamental (behavioral scoring), ele auxilia a gestora na avaliação dos atuais usuários dos créditos, tanto um iniciante quanto os que já realizam esse crédito há algum tempo.

E qual a importância em verificar a situação do cliente se o crédito já foi repassado? O monitoramento feito pela escoragem comportamental serve para verificar se o cliente terá condições de honrar o que se propôs, o que pode, dependendo do contrato, indicar à instituição financeira que algumas condições devem ser revistas.

Quando o cliente é pessoa jurídica, essa escoragem é realizada, por exemplo, em períodos que indiquem crise ou baixa na economia. Se a empresa é ligada ao varejo e o cenário do mercado aponta para uma redução no consumo, modelos contábeis de credit scoring como esse dão uma impressão confortável à instituição financeira.

Riscos

Não existem negócios sem riscos, independentemente de quais eles sejam. No entanto, é possível reduzi-los ao máximo se alguns cuidados forem tomados, o que inclui os dois modelos contábeis de credit scoring citados.

As taxas de juros são baseadas nos riscos das transações, por isso, se o interessado e (depois) cliente tiver sinal verde para aquisição dos valores baseados nesses modelos contábeis de credit scoring, as instituições terão uma relação frutífera e permanente com o consumidor.

 

Matéria: https://blog.sage.com.br/gestao-contabil/2-modelos-contabeis-de-credit-scoring/

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