5G: Adeus as antenas parabólicas analógicas

A utilização de antenas parabólicas em nível doméstico no Brasil só ganhou impulso após o lançamento do satélite Brasilsat 1, em 1983

Antes assistir TV era algo complicado, imagens ruins, chuvisco, imagem fantasma. Tantos nomes para distinguir o como era difícil assistir uma série, filme e novelas. Então vieram as parabólicas que logo foram invadindo o país e muita gente não tinha acesso a TV passou a ter graças a transmissão via satélite.

A utilização de antenas parabólicas em nível doméstico no Brasil só ganhou impulso após o lançamento do satélite Brasilsat 1, em 1983. Hoje, os usuários brasileiros têm condições de captar programas de oito países — Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e URSS.

Para captar com a parabólica os sinais transmitidos por um satélite, o usuário rastreia o espaço acionando o motor que movimenta a antena, ligado a um controle remoto. 

As antenas parabólicas são feitas de alumínio ou fibra de vidro, com diâmetros que variam dos 4 aos 6 metros. As menores só conseguem captar sinais gerados no território nacional; já as maiores alcançam as transmissões internacionais.

Adeus às parabólicas

A chegada do 5G ao país está colocando um ponto final nas parabólicas com transmissão analógica. 

A partir do dia 30 de junho essa estrada vai mudar. Assim como em uma obra de recapeamento, o asfalto antigo, da banda C, será substituído por um novinho em folha: a banda KU. E as transmissões que ainda são analógicas passarão a ser digitais.

O 5G vem sendo muito esperado em todo país, afinal, a tecnologia vai permitir a conexão de vários dispositivos à internet com extrema rapidez.

A nova tecnologia vai permitir ao brasileiro desligar os aparelhos eletrônicos de sua casa mesmo que esteja em outro país.

Esse é o motivo do fim das parabólicas analógicas, pois elas sofrerão interferências em seu sinal, e ficarão inoperáveis. Isso porque o 5G irá usar a mesma frequência de sinal.

Uso antena parabólica o que fazer?

Para quem ainda usa parabólica em sua casa, fique sabendo que ela não vai parar de funcionar de uma vez. Isso porque, a implementação da tecnologia será gradual.

Brasília é a primeira cidade do país que recebe a tecnologia, isso significa que os cidadãos do Distrito Federal serão os primeiros atingidos com a mudança.

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) informou que existem 3.341 antenas parabólicas em Brasília, onde, todos os cidadãos que a utilizam deverão trocar o aparelho analógico pelo digital, para continuar tendo acesso à TV aberta.

O cidadão do Distrito Federal que ainda estiver utilizando a antena parabólica precisará trocar o aparelho analógico pelo digital. Caso já possua o aparelho digital, o cidadão não deve se preocupar.

Anatel distribuirá equipamentos gratuitamente

A Entidade Administradora da Faixa (EAF), da Anatel, possui em seu rol de serviços um programa que distribui gratuitamente a parabólica digital, conversores e cabos.

O cidadão só deverá cumprir alguns requisitos para ter acesso ao aparelho gratuito:

Estar inscrito no Cadastro Único para Programa Sociais do Governo Federal (CadÚnico);

Ter uma antena parabólica tradicional (analógica), que esteja instalada e conectada a TV.

Para adquirir o equipamento assim como a instalação, os cidadãos inscritos no CadÚnico devem realizar o agendamento através do site da EAF.

Lembrando que a distribuição do equipamento de forma gratuita está disponível apenas para as capitais.

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