6 super dicas para quem deseja iniciar no mercado contábil

Há até 20 anos, a profissão de contador consistia em simplesmente fechar balanços e preencher declarações em papel à Receita Federal. Tratava-se, em termos didáticos, de um registrador de movimentos contábeis. E só. Não havia a necessidade de informar aos administradores sobre as mutações reais do patrimônio da empresa, suas perspectivas, tampouco projetar cenários e deslocar seu conhecimento para a seara estratégica. Mas o mercado contábil mudou.

Com a chegada de novas tecnologias e com as transformações no conceito de gestão estratégica, no entanto, as atividades burocráticas (geralmente ligadas à escrituração) passaram a ser cada vez menos feitas por humanos e cada vez mais entregues a softwares especializados.

Em outras palavras, na última década, com o desenvolvimento da computação em nuvem, da mobilidade e das tecnologias preditivas, o contador deixou, definitivamente, de ser um mero escriturador para se tornar parte integrante das decisões do negócio. Por isso, se você deseja ingressar na área, será preciso desenvolver competências inéditas, mas cruciais para seu sucesso no setor.

Mas, por onde começar? O que é preciso ter de diferente? Continue nos acompanhando e você saberá as 5 dicas supremas que todo contador precisa seguir para ter êxito no mercado contábil!

1. Afinar-se com tecnologias como Big Data e Internet das Coisas (IoT)

O novo profissional da área contábil precisa ir além de olhar para o dinheiro que saiu; precisa ser capaz de projetar o futuro. Com as automatizações, a atividade burocrática se torna analítica e abre-se espaço para um protagonismo do setor: já existe, em muitas empresas, por exemplo, a figura do CAO (Chief Accounting Officer), líder que gerencia pessoas e tecnologias para extrair indicadores de comportamento contábil na organização.

A tendência é que se torne comum na área contábil o uso de sistemas online de entrada e processamento rápido de informações. O objetivo será projetar aumento/redução de receitas, elevação da margem de endividamento (de acordo com flutuações de câmbio e juros), além de dados em tempo real de queda no volume de pedidos, apenas para citar alguns exemplos.

Tecnologias como Big Data também podem ser usadas no setor de compliance e auditoria, a fim de detectar fraudes em escriturações. Dessa forma, se você está migrando ou ingressando no mercado contábil, nem pense em abdicar de um aprofundamento nesses novos recursos de TI.

2. Especializar-se em segmentos correlacionados à contabilidade, como compliance, auditoria e controladoria

Em um momento em que operações policiais sem precedentes em nossa história abriram a caixa-preta das relações subterrâneas entre empresas e poder público, não é de se espantar que os escândalos de fraudes e corrupção tenham mudado a forma como o universo empresarial enxerga questões como compliance e auditoria.

Com os setores financeiro e contábil cada vez mais colocados à prova (principalmente após a edição da Lei Anticorrupção), as atividades de adequação ao cumprimento de normas, prevenção de fraudes e exigência de padrões éticos nas ações internas/externas das corporações criaram novas demandas empresariais, exigindo dos profissionais do mercado contábil novas competências.

Nesse cenário, a pós-graduação em controladoria, por exemplo, é um caminho natural para muitos recém-formados em Ciências Contábeis. Mestrado em auditoria, compliance ou gestão de perícia contábil também é um percurso desejável em um segmento que impõe expertise e, ao mesmo tempo, amplitude de visão.

Aliás, estamos falando de visão extensa não apenas do ponto de vista acadêmico, mas também corporativo. É o que veremos no próximo tópico.

3. Desenvolver uma visão sistêmica da empresa

Nenhum contador consegue projetar o futuro da situação patrimonial da empresa sem conhecer profundamente os dados da área de vendas, por exemplo. Também pouco será possível fazer em termos de compliance estando alijado de informações do departamento jurídico.

Perceba que o antigo profissional de visão estrábica, que só conhecia o suficiente para escriturar livros contábeis, ficou para trás. As organizações precisam de especialistas com olhar global, o que impõe multidisciplinaridade.

Mas como desenvolver essa versatilidade? Uma solução para quem já está no mercado é propor ao seu gestor um período de job rotation (rotação de cargos), uma movimentação de um profissional por diversas áreas durante determinado período, a fim de prover-lhe conhecimento aprofundado sobre a organização como um todo (marketing, jurídico, vendas, financeiro, compras etc.), algo fundamental no mercado contábil atual.

4. Tornar-se um especialista em relações interpessoais

Trata-se de uma consequência do item anterior. Uma vez que o contador de hoje precisa navegar pela multidisciplinaridade do universo corporativo, torna-se extremamente relevante aprender a comunicar-se e a integrar-se a equipes de múltiplas formações. O fato de a profissão deslocar-se para um âmbito mais gerencial aumenta também essa exigência, inclusive no que diz respeito à capacidade de persuasão.

5. Preparar-se para a internacionalização da contabilidade

Por razões de soberania nacional, as normas internacionais de contabilidade (IFRS -International Financial Reporting Standards) não foram imediatamente aplicadas no Brasil após sua publicação pelo IASB (International Accounting Standards Board – Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade).

Por aqui, coube então ao Comitê de Pronunciamentos Contábeis adaptar a IFRS à realidade nacional, traduzindo as normas, interpretando-as e divulgando os chamados  “Pronunciamentos Técnicos”.

Entretanto, a internacionalização das empresas, bem como a necessidade de atrair investimentos estrangeiros, fez com que inúmeras organizações nacionais buscassem essa uniformização. Tornou-se inevitável, ao longo dos anos, promover mudanças legais na direção de uma maior harmonização com o que é praticado no exterior.

As mais relevantes alterações nesse sentido foram feitas na Lei das Sociedades Anônimas (6.404/1976), por força das leis 11.638/2007 e 11.941/2009, que inseriram no antigo normativo alguns novos conceitos, metodologias e procedimentos fiscais.

Há ainda alterações legislativas em curso que objetivam convergir a contabilidade pública brasileira (regida pela Lei Federal 4.320/64) às Normas Internacionais de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (International Public Sector Accounting Standards – IPSAS).

Nesse ambiente de transformações, os novos profissionais do mercado contábil devem estar cientes da necessidade de capacitação e atualização rumo aos padrões internacionais da área.

6. Aprender a utilizar e tirar o melhor dos softwares contábeis

Saber trabalhar com um software contábil de excelência é mais do que conveniência, é obrigação no universo corporativo atual.

Isso porque uma solução dessa natureza maximiza a produtividade de toda a equipe de contabilidade, oferecendo automatizações na conciliação bancária, facilitação na montagem do plano de contas, importação automática de arquivos, cálculo de tributos, entre outras facilidades. Quem ingressa no mercado deve ter consciência de todas essas tendências.

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Conteúdo original de autoria Fortes Tecnologia