7 dicas para melhorar suas finanças pessoais

Professor e especialista na área ajuda a melhorar seu orçamento no cenário de pandemia de coronavírus.

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A instabilidade e a incerteza trazidas pela pandemia de coronavírus fizeram muita gente rever as finanças pessoais. Para o professor da FECAP e especialista em Administração Financeira e Finanças Pessoais Márcio Wu, momentos como esse são um prato cheio para fomentar quadros de tristeza ou depressão e tomada de decisões financeiras desastrosas, aumentando o consumo e o endividamento.

1. ANTES DE POUPAR, PAGUE AS DÍVIDAS

Poupar não é um costume do brasileiro, mas a chegada da Covid-19 trouxe para muitas pessoas a percepção da importância de se manter fundo de reserva que possa ser utilizado em momentos como este. Antes de pensar em guardar dinheiro em poupança ou investir, porém, pague as suas dívidas. “Nenhum rendimento é maior do que as taxas de cartão de crédito ou do cheque especial”, diz Wu.

2. IDENTIFIQUE SEU ORÇAMENTO

Segundo pesquisas, o Brasil tem 66% da população endividada. O ponto de partida para sair da condição de devedor para se tornar um poupador é diagnosticar entradas e saídas. A maioria das pessoas não tem ideia de como gastam o dinheiro. “A primeira coisa é entender de onde vem o seu dinheiro e para onde ele vai. Faça um detalhamento e diagnóstico dos seus gastos pessoais ou familiares”.

3. SAIBA POR ONDE SEU DINHEIRO ESTÁ VAZANDO

Se você não tem ideia do que ou como gasta, é importante fazer um controle rígido por dois ou três meses para compreender para onde seu dinheiro ‘está vazando’. “Somos naturalmente desleixados, principalmente com os pequenos gastos. Itens comprados por impulso no supermercado, onde há muitas miudezas, são um exemplo claro. Uma coisa aqui e outra acolá, somados, esses pequenos gastos de que você não se dá conta vão te assustar. Muitas vezes a gente desconsidera pequenas despesas do dia a dia, mas no final do mês elas fazem muito estrago”.

Planilhas, aplicativos ou sites ajudam nisso. Vale até a velha caderneta de anotações. O exercício é simples: para saber para onde vai o dinheiro, comprovantes de pagamentos e gastos devem ser lançados ao final do dia ou da semana. Quantas foram as entradas? Quais foram os gastos? Aportes para investimento? As somas das saídas, ao total, devem ser iguais às entradas.

4. REDUZA GASTOS

Realizado o diagnóstico, fica fácil ver onde e em que você gasta. Comece a poupar aos poucos, sem radicalismo. A ideia é tentar reduzir gastos, sem abrir mão do que é importante para você. Se tem costume de sair com amigos, não corte esse hábito, diminua a frequência. Se vai ao cinema uma vez por semana, passe a ir uma vez a cada duas semanas. O que é “supérfluo” varia de pessoa para pessoa e do perfil de consumo de cada um. “Planos financeiros rígidos, assim como dietas alimentares, costumam fracassar”.

5. FINJA QUE GANHA MENOS

Outra forma de economizar seria semelhante à estratégia adotada por previdências privadas. No momento em que recebe o salário, um percentual é sacado da conta, 10% ou 20%, para formar poupança ou para realizar um sonho. “Finja ganhar menos do que ganha. Aprenda a viver com menos”.

6. ECONOMIZE COM UM OBJETIVO

Importante que você economize com base em um objetivo, como comprar um carro, uma casa, ou viajar. “Poupar sem isso em mente é muito difícil. É preciso uma motivação para economizar. Imponha-se uma meta”.

7. CRIE HÁBITOS ANTES DE TER RENTABILIDADE

Para quem nunca poupou ou nunca investiu, mais importante que buscar rentabilidade é criar o habito de poupar. Se já tem o hábito, pense em como vai investir os recursos. “É importante ter em mente qual o seu perfil de risco, se é conservador, agressivo ou moderado”.

Hoje o mercado trabalha com as mais baixas taxas de juros da história. Para quem tem pouco recurso e está começando a investir, títulos públicos são um bom ponto de partida. Além dos títulos, outras opções interessantes são CDBs, LC, LCI, LCA, emitidos por bancos e financeiras de médio porte, com risco maior e segurança do Fundo Garantido de Crédito, com taxas bastante atrativas.

Com a tendência de redução da taxa básica de juros, aplicações de renda física tendem a ficar menos atrativas. “Não incentivo a investir em ações, porque não sabemos os fatores de risco que venham a acometer o mercado”.

Para pessoas que querem fazer uma alocação melhor para os recursos, outra possibilidade são fundos de investimento, ETFs, fundos de índice. São fundos negociados em bolsa como ações.

Além disso, títulos públicos americanos ainda são porto seguro de muitos investidores, por conta da alta do dólar este ano, o que tornou a moeda um dos ativos que mais se valorizou.

Sobre a FECAP
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