*Por Marcondes Borba, Diretor da Unidade de Negócios de Impostos e Contabilidade para Profissionais da Thomson Reuters Brasil

São Paulo, fevereiro de 2019 – Com o rápido avanço das tecnologias, a nossa rotina tem se transformado com frequência. E essa mudança é fácil notar quando percebemos que, diferente de cinco anos atrás, hoje, através dos nossos celulares, nós temos os mais diversos serviços em poucos minutos. Você já pensou nisso? Pois bem, na área profissional não é diferente. Com todas essas novas ferramentas, que surgem num ritmo cada vez mais acelerado se compararmos às décadas anteriores, se mantém no mercado a empresa ou o especialista que for eficiente e souber usar a tecnologia a seu favor. Por estes e outros motivos, o perfil dos escritórios e profissionais contábeis não são os mesmos de antes.

Responsável pelas questões financeiras, tributárias, econômicas e patrimoniais, o contador é peça fundamental em qualquer empresa, independentemente de seu porte ou faturamento. A profissão existe de forma regular no Brasil desde 22 de setembro de 1945, quando foi criado o primeiro curso de Ciências Contábeis no país, há 73 anos. Para atuar nesse mercado é preciso ter um diploma de bacharelado ou técnico, e possuir registro no Conselho Regional de Contabilidade do estado de formação.

A figura do guarda-livros, como eram conhecidos os profissionais da área na década de 1950, ganha nova roupagem a cada dia, na esteira do desenvolvimento tecnológico. E até por isso, a profissão é uma das mais procuradas por jovens brasileiros. Segundo dados do Inep (Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), de 2017, o curso de Ciências Contábeis é a quarta graduação mais procurada por estudantes brasileiros, atrás apenas de Direito, Administração e Pedagogia. Já quanto ao número de profissionais, o Conselho Federal dos Contadores (CFC), indica que, atualmente, o Brasil supera o número de 349 mil contadores ativos, sendo 160.911 mulheres e 188.260 homens. Portanto, segundo esta pesquisa, os contadores do sexo masculino são a maioria. Mas a participação das mulheres vem crescendo.

O CFC também aponta o número de escritórios contábeis ativos no Brasil chega a 61.864. Já o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), indica que os contadores empregados e atuantes na área de formação, avançou de 127.925 para 193.422, que corresponde ao crescimento de 51,2% entre 2008 e 2013. Durante o mesmo período, o Ipea afirma que os profissionais de administração de empresas (que inclui administradores, contadores, entre outros) foram a segunda categoria que mais gerou contratações, atrás apenas de professores das educações infantil e fundamental. Um levantamento feito pelo site “Quero Bolsa”, com base nos dados do Ministério do Trabalho, aponta que a contabilidade foi a quarta área que mais gerou vagas formais nos quatro primeiros meses deste ano, com quase 14 mil postos de trabalho, atrás apenas de enfermeiros, analistas de sistemas e farmacêuticos.

E as mudanças não param por aqui. Conforme pesquisa feita pela Thomson Reuters, provedora líder mundial de soluções em tecnologia e informação estratégica para empresas e profissionais dos segmentos financeiro, de risco e compliance, jurídico, tributário, contábil e de comércio exterior, nos próximos 10 anos, a rotina de trabalho dos contadores se tornará mais eficiente através da tecnologia, automação e conhecimento. Após investigação com 300 profissionais, a multinacional identificou que 74% dos contadores reconhecem que até 2028, as suas rotinas de trabalho mudarão por conta dos avanços das tecnologias para este setor. O mesmo estudo relata que 78% dos pesquisados projetam que tarefas críticas como a escrituração fiscal, a coleta de dados e as declarações fiscais serão automatizadas por completo até 2028, o que reduzirá o erro e otimizará o tempo destes profissionais. Esta análise ainda revela que 89% dos contadores reconhecem que precisam ter mais familiaridade com as funções que as soluções na nuvem têm oferecido ao mercado contábil, pois esta, certamente será uma das principais inovações que fará parte da rotina dos contadores nos próximos 10 anos.

E por ser o responsável pela saúde das empresas, tendo que acompanhar atentamente as constantes mudanças regulatórias, o contador tem de estar sempre a par das novidades que podem simplificar a rotina de trabalho com o uso da automação. Assim, esse profissional consegue terceirizar processos manuais para a tecnologia e focar no que é importante. Até porque, diante da chegada de startups que oferecem os serviços básicos de contabilidade, a uma fração do preço da mensalidade de um contador, esse profissional precisa se diferenciar. Afinal, a revolução digital veio para ficar e as novas tecnologias podem ser aliadas.

Nesse sentido, não faltam ferramentas. Empresas de tecnologias têm apresentado uma diversidade de soluções que vão desde o envio de guias, balanços, folhas de pagamentos via internet e já calculadas, ao armazenamento de arquivos fiscais na nuvem, onde o cliente, através do celular, tem esses dados ao alcance e a qualquer momento.

Esse é o caso da Domínio, empresa que desenvolve softwares para todas as empresas contábeis, e que faz parte do portfólio da Thomson Reuters, e tem criado inovações para melhorar o dia a dia dos contadores. A companhia oferece produtos que automatizam, gerenciam e organizam todos os processos contábeis, oferecendo respostas confiáveis à prática contábil, que levam em conta as constantes mudanças das tributações brasileiras, além de armazenar e coordenar todas as atividades fiscais na nuvem, sem esquecer do treinamento aos profissionais no formato digital.

Ao adotar estas ou outras tecnologias que já existem no mercado contábil, os autônomos e pequenos escritórios contábeis terão a oportunidade de otimizar o tempo e tornar o seu trabalho mais eficiente e assertivo aos clientes. É certo que a rotina do contador não será a mesma, na medida em que ele perceber o quão lucrativo o seu negócio pode ser com o uso de tecnologia. E essa é uma boa notícia!

*Marcondes Borba se uniu à Thomson Reuters em abril de 2014, quando a empresa fez a aquisição da Domínio Sistemas, onde atuou por 16 anos como executivo. Na sequência, ele foi nomeado como Head da operação da Domínio. Marcondes possui graduação em Contabilidade.


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