Todo brasileiro, seja empregado, empresário ou servidor público deseja se aposentar e receber um benefício vantajoso, onde possa usufruir da melhor idade, com mais tranquilidade e segurança financeira.

É o desejo de qualquer pessoa, não é mesmo?

E para que isso aconteça, sempre frisamos em nosso blog sobre a importância de realizar o Planejamento Previdenciário.

Visto que devemos olhar para aposentadoria como um investimento.

Quando você compra uma casa própria ou um carro, normalmente você planeja as melhores estratégias, para adquirir o bem desejado, com um ótimo preço.

Com a aposentadoria não é diferente, é necessário realizar o Planejamento para que você também tenha o valor do benefício desejado.

E para lhe ajudar a entender a importância desse planejamento no seu futuro, iremos demonstrar exemplos práticos das vantagens financeiras ao planejar a aposentadoria.

Exemplo 01 – R$ 650,00 a mais na Aposentadoria

Gustavo possui 58 anos de idade e 34 anos de contribuição no INSS até 13/11/2019 (data da entrada em vigor da Reforma da Previdência).

Gustavo estava muito ansioso para conquistar a tão sonhada aposentadoria, e concluiu através de pesquisa na internet que, na sua situação, a regra de transição do Pedágio de 50% poderia lhe trazer a aposentadoria de forma mais rápida.

Dessa forma, Gustavo aguardou o período do pedágio e foi até o INSS e requereu a sua aposentadoria.

Ao receber a carta de concessão, Gustavo se desesperou, pois, percebeu que o valor que havia projetado de R$ 2.500,00, sofreu uma redução de 26% recebendo apenas R$ 1.850,00.

Ao tentar entender o porquê dessa redução, Gustavo percebeu que não tinha observado um detalhe muito importante na regra de aposentadoria que ele tinha escolhido para se aposentar.

Que a regra de 50% tem a aplicação do fator previdenciário!

Nessa situação, se Gustavo tivesse realizado o Planejamento Previdenciário, teria constatado que a melhor opção de aposentadoria era pela Regra do Pedágio de 100%, onde teria que aguardar 02 anos até completar 60 anos de idade, e seu benefício não seria afetado pelo fator previdenciário além da renda inicial com 100% da média, ou seja, R$ 2.500,00.

A falta do planejamento previdenciário, fez com que Gustavo deixasse de ganhar R$ 650,00 por mês que multiplicado por 12 meses, representa a importância de R$ 8.450,00!

Exemplo 02 – Economia de R$ 11.260,32 em Contribuições Previdenciárias

Maria Augusta, empresária no ramo têxtil, sempre contribuiu pelo teto do INSS.

Contudo, em 2018 teve um infortúnio nos negócios que resultou no fechamento da sua empresa.

Ao verificar o tempo que faltava para sua aposentadoria, Maria Augusta percebeu que precisava recolher ainda um ano de contribuição ao INSS, assim, como pretendia se aposentar pelo teto previdenciário, acabou vendendo um automóvel, para poder continuar recolhendo junto ao INSS a importância de R$ 1.129,16 por mês.

Ao dar entrada no seu benefício, Maria Augusta, pôde optar pela regra anterior a Reforma, e descobriu que as contribuições feitas no último ano pelo INSS, poderiam ter sido feitas não pelo teto do INSS, mas, pelo mínimo, no valor de R$ 190,80 mês, pois, a regra anterior previa a retirada dos 20% menores salários de contribuição de todo o período desde julho de 1994.

Ao optar em recolher pelo teto do INSS, Maria Augusta pagou de contribuição previdenciária R$ 13.549,92 ao ano (R$ 1.129,16 x12).

Se tivesse realizado os recolhimentos pelo salário mínimo do INSS, Maria Augusta, teria investido R$ 2.289,60 ao ano de previdência (R$ 190,80 x 12).

Desta forma, se Maria Augusta tivesse realizado o Planejamento Previdenciário, teria verificado a melhor forma de recolhimento para o INSS e economizaria R$ 11.260,32. 

Bastante dinheiro, não é mesmo?

Exemplo 3 – Servidor Público e a Contribuição para o INSS

Frederico é servidor público federal e decide complementar sua aposentadoria futura, pagando INSS na qualidade de segurado facultativo.

Já explicamos aqui no Blog que o servidor público não pode fazer contribuições como segurado facultativo ao INSS, e sim, apenas como segurado obrigatório, caso exerça uma atividade remunerada, como por exemplo, o magistério.

Contudo, Frederico não se atentou nesse impedimento e passou os últimos 07 anos pagando contribuição no teto do INSS.

Apenas no momento de requerer a aposentadoria pelo Regime Próprio, percebeu que não era possível a contagem desse período na sua aposentadoria.

Dessa forma, Frederico gastou mensalmente o valor de R$ 1.220,21 em uma contribuição para o INSS que não poderá utilizar na sua aposentadoria.

Se Frederico tivesse feito o Planejamento Previdenciário, teria verificado que o valor pago não contaria para a sua aposentadoria e poderia ter solicitado a restituição das contribuições dos últimos 05 anos, quantia em torno de R$ 73.212,60. 

Já em relação as parcelas mais antigas, estas prescreveram e não poderão ser restituídas.

Conclusão

Conforme verificado nos exemplos mencionados, é muito importante planejar a aposentadoria e, definir todas as estratégias para ter um benefício vantajoso, para não perder tempo e dinheiro no momento de requerer a aposentadoria.

Como o Direito Previdenciário é complexo e tem várias regrinhas, sem o auxílio de um especialista para lhe assessorar e indicar os melhores caminhos, a chance de não ter um retorno na aposentadoria é enorme!

Principalmente, pelo fato da aposentadoria ser irrenunciável e irrevogável, muitas vezes os erros cometidos não podem ser consertados, causando um imenso prejuízo ao trabalhador.

Dessa forma, percebemos que o baixo investimento no planejamento previdenciário se paga, visto que, na maioria das vezes, os erros cometidos pela falta de informação e saber qual o caminho mais vantajoso, custam muito mais caro que simplesmente, planejar a aposentadoria!

Dica extra do Jornal Contábil: Compreenda e realize os procedimentos do INSS para usufruir dos benefícios da previdência social. 

Já pensou você saber tudo sobre o INSS desde os afastamentos até a solicitação da aposentadoria, e o melhor, tudo isso em apenas um final de semana? Uma alternativa rápida e eficaz é o curso INSS na prática

Trata-se de um curso rápido, porém completo e detalhado com tudo que você precisa saber para dominar as regras do INSS, procedimentos e normas de como levantar informações e solicitar benefícios para você ou qualquer pessoa que precise.

Não perca tempo, clique aqui e domine tudo sobre o INSS.

Fonte: Domeneghetti Advogados Associados