Alerta: Sefaz é acusada de atrapalhar enquadramentos de empresas ao Simples

sociedade

Na segunda-feira (28), a sala do Plenário do Comércio foi palco de reunião entre membros da diretoria da Fecomércio-MT e representantes da classe contábil, por meio do presidente do Conselho Regional de Contabilidade de Mato Grosso (CRC MT) e da vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do CRC MT, Manoel Lourenço de Amorim e Dézia de Arruda, respectivamente; do presidente do Sindicato dos Profissionais de Contabilidade de Mato Grosso (Sincon MT) e da presidente da Comissão Tributária do Sincon MT, Deosdete Gonçalves da Silva e Elaine Cristina; e do presidente e do vice-presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contáveis de Mato Grosso (Sescon MT), Amauri Menacho e Ironei Marcio Santana.

Na pauta, vários assuntos foram discutidos com o presidente da Federação, José Wenceslau de Souza Júnior, o superintendente Igor Cunha e o diretor da entidade, Junior Macagnam. O principal deles refere-se ao e-Social, onde o empresário e o próprio contador ainda encontram dificuldade na hora de enviar o documento para o governo federal. “A falta de conhecimento sobre o e-Social pode trazer enormes penalidades aos empresários”, disse o presidente do CRC MT.

Outra dificuldade do setor contábil e, consequentemente, da classe empresarial (micro e pequeno empresário) tem a ver com o prazo para adesão e inclusão no Simples Nacional, que expira no próximo dia 31 de janeiro. “Diferente de outros estados, a Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) não dá nenhuma condição para que as empresas se regularizem e consigam aderir ao Simples em 2019”, afirmou o presidente do Sescon.

Por parte da Fecomércio-MT, Wenceslau falou da atuação da entidade nas três esferas de governo. “No município, estamos atuando na unificação de alvarás de funcionamento para as empresas, minimizando custos e burocracia. Para o estado, assumimos a parceria entre as federações da agricultura (Famato) e indústria (Fiemt) por desenvolvimento econômico do estado, reforçado pela articulação política no Congresso Nacional”. O presidente da federação acrescentou ainda que “irá tomar partido das demandas apresentadas pela classe, pois sem contador, as empresas não sobrevivem”.

Sobre as reivindicações dos contadores, o superintendente e o diretor da Fecomércio-MT destacaram a influência política da nova gestão e agendaram uma reunião com o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM) para buscar soluções enérgicas e que não prejudiquem tanto o empresário quanto contador.

A reunião foi acompanhada pelos executivos e presidentes de sindicatos filiados à Fecomércio-MT, entre eles o Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado de Mato Grosso (Sincad-MT), Sindicato da Habitação de Mato Grosso (Secovi-MT), Sindicato do Comércio de Ópticas no estado (Sindióptica-MT), Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos de Mato Grosso (Sincofarma-MT), Sindicato do Comércio Varejista de Calçados de Mato Grosso (Sincalco-MT) e Sindicato do Comércio de Tecidos de mato Grosso (Sincotec-MT).

Fonte: Jornal o Documento