A alta do dólar causa o aumento do preço dos produtos e a dificuldade das importações. Entenda as consequências e por que esse movimento ocorre em 2020.

A pandemia causou mais efeitos inesperados do que o isolamento social e a sobrecarga do sistema de saúde.

A alta do dólar foi uma das consequências mais importantes, porque afeta vários setores da economia, tanto de forma positiva quanto negativa.

Para ter uma ideia, o real é a segunda moeda mais desvalorizada em 2020.

A perda chega a 29,6% em relação ao dólar. Isso fez com que a cotação ultrapassasse a casa dos R$ 5. Bom para exportações, mas ruim para as importações.

Outras áreas também são beneficiadas ou prejudicadas com esse cenário.

O fato é que a pandemia aumentou a disparidade devido a diversos efeitos econômicos.

Para entender melhor o contexto da alta do dólar, quais são as consequências e a tendência para 2021, continue lendo. 

As consequências da alta do dólar no Brasil

A alta do dólar influencia nas economias dos diferentes países do mundo.

Isso acontece porque a moeda é a referência nas transações internacionais.

Na prática, qualquer importação ou exportação de produtos, insumos e matérias-primas é baseada nessa cotação.

Com isso, o preço das mercadorias é influenciada pela cotação do dólar.

Sua alta, portanto, causa um efeito inflacionário.

Isso significa que ocorre um aumento generalizado dos preços, que fazem cair o poder de compra dos consumidores.

Um exemplo é o trigo.

Em janeiro de 2020, quando a pandemia já estava presente em diversos países, mas ainda não havia afetado o Brasil, havia uma perspectiva de aumento de 15% no preço da farinha.

A projeção era da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo).

Já em junho de 2020, foi identificado que o crescimento do preço entre janeiro e maio chegou a 45%.

Um dos motivos foi justamente a alta do dólar.

No segundo semestre, a previsão é de que deva ocorrer uma queda no preço.

Como o trigo é utilizado em vários alimentos, ele tem uma sequência em cadeia.

Assim, também aumenta o preço do pão, das massas, das bolachas, dos bolos etc.

No entanto, esse não é o único exemplo.

Ainda podem ser considerados os eletroeletrônicos, os eletrodomésticos, a gasolina, etc.

Particularmente, o Brasil sofre uma grande interferência da alta do dólar, porque exporta mais commodities, enquanto importa produtos acabados.

Esse desequilíbrio faz com que qualquer elevação da moeda americana gere influência negativa no poder de compra da população.

Investimentos

A desvalorização do real com consequente alta do dólar também influencia os investimentos.

Na renda fixa, a tendência é de aumento da taxa Selic.

Em 2020, não foi isso que acontece.

A taxa básica de juros chegou ao seu menor nível histórico e está em 2%, conforme reunião de agosto do Comitê de Política Monetária (Copom).

Na renda variável, existe influência no preço de todas as ações, seja devido à inflação ou pela compra de insumos e matérias-primas mais caros por parte das companhias.

Aqui, ganha quem investe em empresas que negociam em dólar, como no caso das companhias de energia elétrica e combustíveis. 

dolar
Alta do dólar

Os fatores que influenciam o aumento

Para entender a alta do dólar, é necessário compreender os fatores que levam a esse cenário.

Muitos podem gerar essa situação, mas os principais que interferem a cotação da moeda americana em 2019 e 2020 são:

Baixo crescimento econômico do Brasil

A economia brasileira apresentava um começo de melhoria em 2019, mas ainda tímido.

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi de apenas 1,1%, o menor nos últimos 3 anos.

Em compensação, o PIB americano aumentou 2,3%.

Outros indicadores econômicos mostraram que o desafio ainda deve permanecer.

Redução da diferença da taxa de juros entre Brasil e EUA

Os cortes realizados na Selic, a taxa básica de juros da economia, aproximam o índice brasileiro e americano.

O FED manteve os juros, mas essas reduções no curto prazo fazem com que o Brasil se torne menos atrativo para os investidores.

Manutenção de um passivo externo líquido elevado

O passivo externo líquido é a diferença entre a soma de passivos e ativos externos.

O resultado mostra como está a saída de divisas do Brasil.

Em 2020, o Brasil manteve esse índice elevado, o que indica um enfraquecimento do real.

Diferenças nos termos de troca

Considerando os preços das importações e das exportações, os termos de troca mostram que o valor das commodities exportadas pelo Brasil é mais baixo do que as importadas.

Portanto, a balança fica desequilibrada.

A tendência do dólar para 2021

O boletim Focus de 28 de agosto de 2020 mostra que a taxa de câmbio deve ficar em R$ 5 em 2021.

Em 2022 e 2023, deve fechar por volta de R$ 4,80. No entanto, o banco UBS chegou a projetar uma alta do dólar para R$ 7,30 em 2021.

Esse foi o cenário mais pessimista.

Por sua vez, o otimista indicava uma queda em comparação a 2020.

O resultado seria de R$ 4,30. A instituição financeira ainda destacou que um “valor justo” seria de R$ 4,50 para 2021.

A esse contexto, ainda é necessário acrescentar:

  • medidas governamentais para contenção da pandemia do novo coronavírus;
  • agravamento da situação fiscal do Brasil.

Esses fatores interferem, inclusive, na fuga de capital estrangeiro.

Essa situação já era verificada em 2019, mas se agravou em 2020 por conta da crise sanitária.

Portanto, o desafio para superar a alta do dólar é relevante, mas é possível ganhar nesse período.

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Afinal, entendendo o funcionamento da alta do dólar, fica mais fácil tomar as decisões certas.

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