Alta no preço de veículos irá deixar o IPVA mais caro em 2022

Com a disparada no preço dos veículos, naturalmente o IPVA irá subir. 

O Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), trata-se de percentual cobrado sobre o valor dos automóveis, motos, caminhões e outros veículos terrestres.

Assim sendo, quando os veículos sobem de preço, consequentemente, o IPVA ficará mais caro. Neste sentido, o tributo de caráter estadual é calculado com base no valor dos veículos, o que por sua vez, é medido pela tabela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). 

Para um melhor entendimento, e saber o quanto será o aumento no boleto do IPVA, basta consultar o preço médio do seu veículo na tabela Fipe, bem como a alíquota cobrada no seu estado, que pode variar de 1% a 5%, conforme o estado e o tipo do veículo. 

Supondo que o estado cobre o percentual de 4% sobre o valor do veículo e um determinado automóvel que antes valia R$ 60 mil,  passou a ter um preço igual R$ 80 mil. Neste caso, o IPVA que era de R$ 2.400, será de R$ 3.200. 

Aumento no preço de veículos terrestres

Conforme os dados da tabela Fipe, analisados no período entre fevereiro de 2020 e julho deste ano, o preço dos veículos terrestres subiu consideravelmente. Enquanto carros 0 km passaram por um aumento de 19,9%, automóveis usados tiveram uma elevação no valor equivalente a 24,4%. 

É notável na análise que a subida iniciou, justamente, quando a pandemia começou a causar reais impactos no país, ou seja, em março de 2020. 

Motivos para a elevação no valor dos veículos 

Mediante aos impactos provindos da pandemia da covid-19, alguns fatores foram responsáveis pela valorização no preço de automóveis. Dentre eles, a redução na produção devido à escassez de peças nas montadoras, vem sendo colocado como maior responsável, além da alta demanda, que naturalmente sobe o valor dos veículos. 

Outro fator relevante diz respeito a constante alta do dólar, isto porque muitas peças essenciais para as montadoras são importadas e estão sujeitas a variação de câmbio. Além disso, matérias-primas como alumínio e aço utilizadas na produção de automóveis também ficaram mais caras. 

Diante desses fatores, naturalmente a produção de carros novos 0 km diminuiu, o que por sua vez, refletiu na elevação do preço de automóveis semi novos e usados.

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