Atividades físicas: Uma ótima forma de melhorar a imunidade durante a pandemia

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A Professora Drª. Rosangela Villa Marin Mio, docente que leciona no curso de Educação Física da Universidade Cidade de S. Paulo (Unicid), Instituição que integra a Cruzeiro do Sul Educacional, avalia que o cenário de pandemia acabou dividindo muito as opiniões entre as pessoas e a prática de atividades físicas.

A professora explica, que devido ao contexto de incertezas e cuidados diante do coronavírus, os praticantes de atividades físicas regulares, acabaram sentindo dificuldade para dar continuidade aos exercícios, como, em academias, por exemplo.

Entretanto, a profissional enfatiza que o fato de buscar ou não a atividade física, não tem correlação com o advento da pandemia, e que apesar desse momento adverso, é possível e importante se adequar e criar uma rotina de atividades físicas, seja em casa, na rua, ou até mesmo nos ambientes que recebem um maior número de pessoas, respeitando, é claro, as medidas sanitárias e de distanciamento.

“Apesar desse momento difícil, precisamos nos preocupar com nossos hábitos saudáveis, de alimentação, mas também, com os hábitos de nos exercitarmos.

Podemos criar uma rotina dentro de casa, envolver as crianças e toda a família em atividades lúdicas, jogos e brincadeiras. Dançar para quem gosta é algo muito interessante, contagiante.

Para quem prefere caminhar, é uma super dica, pois é o movimento natural do ser humano, muitas vezes só visto como locomoção, tem grande valia para a melhorias das capacidades e habilidades do corpo humano”, exemplifica.

Um apontamento indicado pela professora, mostra que, segundo o IBGE (2020), o Brasil foi considerado o país mais sedentário da América Latina e o quinto no mundo. Rosangela explica que nesses dados, foram demostrados que 47% dos brasileiros são sedentários.

“Outro dado alarmante são os valores entre os jovens, com cerca de 84% de sedentários no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Destaco, que com o isolamento social, como já ocorrido em outros momentos da história da humanidade, não justifica o indivíduo ser/estar sedentário.

Temos que modificar o estilo de vida das pessoas, e por se tratar de uma mudança de comportamento, é uma situação difícil, porém, muito possível”, justifica.

A professora explica, que a prática regular de atividades físicas tem grande influência não somente na melhoria e/ou manutenção do condicionamento físico e manutenção do peso corporal, mas também na melhoria da sensação de bem-estar e satisfação com a vida, além de apresentar grande influência sobre o sistema imunológico dos indivíduos. 

“Uma rotina de exercícios, faz com que o organismo do ser humano seja mais resistente e atue positivamente sobre os outros fatores de risco, que podem, inclusive, estar relacionados à ação de vírus.

Essa prática regular, também diminui o estresse do dia a dia, fator este, que pode ainda, nos tornar mais suscetíveis a outras doenças” pontua.

Manifesto da Atividade Física no Pós-Coid-19

Recentemente foi criado o Manifesto da Atividade Física no Pós Covid: uma chamada para a ação. Este manifesto é fruto de um esforço coletivo em prol de uma vida mais ativa, saudável e solidária para todos, proposto por profissionais e pesquisadores do Brasil e do exterior participantes do 43º Simpósio Internacional de Ciências do Esporte, realizado em São Paulo, em outubro de 2020, promovido pelo CELAFISCS (Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul).

Este documento faz referência às necessidades de isolamento social do momento em que vivemos, porém, ainda enfatiza a importância da prática de atividades físicas regulares como um dos fatores associados à melhoria e/ou manutenção da qualidade de vida da população. Dizendo isolamento sim, sedentarismo não.

Por Profa. Drª. Rosangela Villa Marin Mio: Docente do curso de Educação Física da Unicid.