Para entender como uma auditoria atua em uma caso de recuperação judicial, inicialmente precisamos entender o que é uma recuperação judicial. Para a Lei 11.101, de 2005, a recuperação judicial figura como uma ferramenta que tem por objetivo viabilizar a superação de uma situação de crise econômico-financeira da qual o devedor está com dificuldades de passar.

Assim, consiste em um procedimento que objetiva salvar uma empresa que está passando por dificuldades financeiras, permitindo que se façam parcelamentos, negociações mais livres que garantam a solvência, perdão de dívidas e, usado em um momento oportuno, pode vir até evitar a falência de uma empresa.

Porém muito dos problemas que algumas empresas enfrentam é referente ao momento de se pedir recuperação judicial: um bom número de empresas apenas busca este recurso quando não consegue ou mais créditos, ou quando não tem mais como se manter ativo em seu negócio. Fora de um momento ideal, a recuperação judicial pode não ser efetiva e restar a empresa o decreto de sua falência.

A fim de evitar este momento mais delicado, e objetivando permitir uma manutenção da estrutura financeira, do emprego dos trabalhadores e do interesse dos credores, cabe atentar aos sinais e os passos da recuperação. Pontos como a preservação de seu papel social, o encontro de soluções para sua crise econômico-financeira e o estímulo de sua atividade econômica são fundamentais para sua reestruturação. Para isso, inclusive, é indicado uma auditoria em recuperação judicial especificamente, para indicar caminhos que garantam a passagem por todo este processo da melhor forma possível.

Abaixo, de forma a se entender como funciona este processo, dispõem-se os quatros estágios mais comuns de uma auditoria de recuperação judicial.

Estágios de uma auditoria de recuperação judicial.

Levantamento das Informações e Documentação1. Análise completa do negócio da empresa a se recuperar;2. Análise e revisão dos Balanços internos;3. Análise de contratos de financiamentos e de fornecimento;4. Levantamento e conferência do passivo da empresa;5. Elaboração de uma lista patrimonial da empresa e dos sócios;6. Relação das ações judiciais contra a recuperada.
Elaboração do Plano1. Definição de soluções para recuperação da empresa;2. Estudo de rentabilidade projetada e viabilidade econômica;3. Elaboração de plano de quitação de dívidas;4. Confecção do Plano de Recuperação Judicial.
Negociação com os Credores1. Definição da estratégia de negociação;2. Contato com credores para aprovação do Plano proposto;3. Equiparação de interesses entre as partes para superação da crise.
Assembleia Geral de Credores1. Organização da estrutura da Assembleia;2. Recepção dos credores3. Verificação dos documentos;4. Acompanhamento e registro da votação;5. Representação da empresa durante a assembleia.

Fonte: Russell Bedford