Aumento na conta de energia e risco de apagão provocam procura por energia solar

Setor de energia solar teve um aumento de 117% no país

Um levantamento mostrou que a procura por fontes de energia solar cresceu 117% no Brasil de janeiro a junho deste ano. Essa busca é atribuída às altas da energia elétrica com bandeira vermelha patamar 2. A expectativa do setor é que aumente ainda mais com essa nova bandeira chamada de escassez hídrica. A taxa extra será de R$ 14,20 para cada 100 kilowatt-hora (KWh) consumidos e já está em vigor desde o dia 1º setembro, permanecendo vigente até abril do ano que vem.

A maior busca se deu por projetos fotovoltaicos em telhados e pequenos terrenos. A plataforma conecta consumidores com cerca de 20 mil empresas de energia fotovoltaica no País, entre distribuidores, revendedores, instaladores, projetistas e outras.

Atualmente, o uso de energia solar é uma das melhores alternativas para o consumidor ter segurança de abastecimento e fugir dos constantes aumentos na tarifa de energia.  É certo que o custo do investimento inicial não é acessível a todos os consumidores. Um kit residencial custa em média R$ 11 mil reais. Contudo, a energia solar gera uma economia que varia de 50% e 95% na conta de luz. O investimento feito para instalação de placas solares acaba sendo pago pelo dinheiro economizado com a redução de gastos.

Estimativas do setor dão conta de que as companhias de geração solar distribuída empregam atualmente cerca de 174 mil profissionais, com investimentos acumulados que ultrapassam R$ 29 bilhões em pequenas usinas de autogeração de energia em residências, comércios e indústrias. O País possui hoje mais de 500 mil sistemas fotovoltaicos instalados em telhados e pequenos terrenos, num total de 5,9 gigawatts (GW) em operação.   

Os kits de energia solar são facilmente encontrados para vender em sites na Internet nos mais variados tamanhos e preços. Escolha uma empresa mais perto de sua casa e solicite um orçamento. 

O ex-diretor da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e da ANA (Agência Nacional de Águas) Jerson Kelman alertou hoje que a crise hídrica de 2021 no país pode provocar apagões involuntários em horários de pico. Até novembro e dezembro, quando as chuvas voltam a ocorrer com mais frequência, a situação é preocupante.

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