Auxílio Emergencial: 1ª parcela de abril terá valor maior?

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O auxílio emergencial já está valendo, as parcelas serão liberadas a partir de 6 de abril. Agora, com sua liberação, existe uma dúvida, se haverá uma compensação dos meses iniciais de 2021 quando o governo não prestou assistência a população.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Aplicativo auxílio emergencial do Governo Federal. / Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

No inicio de março, o governador do Piauí, Wellington Dias, se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, quando o governador informou que o governo estudava a possibilidade de pagar uma parcela maior, podendo compensar os meses de janeiro e fevereiro aos quais o governo não teve condições de apoiar a população.

Porém, no período ao qual o governador havia divulgado a situação, o Congresso ainda analisava o texto da PEC Emergencial que autorizou o gasto de R$ 44 bilhões fora do teto de gastos do Orçamento para custear o auxílio este ano.

O Governo Federal conseguiu então, com o orçamento limitado, modelar as novas parcelas do benefício em um total de quatro meses com valores específicos dependendo da composição familiar.

Uma pessoa que mora sozinha, terá direito a receber R$ 150
Famílias com duas ou mais pessoas receberão R$ 250
No caso de famílias chefiadas por mulher, sem marido e com filho pequeno, será pago o valor de R$ 375.

Sendo assim, o governo irá gastar com o novo auxílio emergencial, algo em torno de
O gasto com o benefício hoje esta próximo dos R$ 43 bilhões, o que de fato inviabiliza que o governo possa pagar um valor maior na primeira parcela que pudesse compensar os primeiros meses sem o benefício.

Então, é melhor não contar com um valor maior na primeira parcela do auxílio emergencial, que começará a ser depositado em poupança social digital, na próxima terça-feira (6). Lembrando que dos R$ 44 bilhões reservados, o governo só irá usar R$ 43 bilhões, deixando uma lacuna de R$ 1 bilhão.

Por isso, está descartada um possível aumento no valor da primeira parcela do auxílio emergencial 2021.

Edição por Jorge Roberto Wrigt Cunha – jornalista do Jornal Contábil