Após liberação do calendário da terceira parcela do Auxílio Emergencial a atenção volta-se agora sobre a prorrogação, e ao que tudo indica um certo desentendimento entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional pode acabar comprometendo a liberação da quarta parcela do benefício.

De acordo com assessores presidenciais o dinheiro não deve ser depositado aos beneficiários na primeira quinzena de julho, entretanto a expectativa é que isso possa ocorrer no final de Julho.

De acordo com alguns técnicos, diante de um cenário onde alguns beneficiários não receberam nem a primeira parcela do Auxílio, a quarta parcela pode ser liberada somente em agosto. Afinal de contas, o mês de Julho se inicia nesta semana e a prorrogação do benefício ainda não foi aprovada.

A prorrogação do benefício já está confirmada em três parcelas. Porém a discussão agora é com qual valor o benefício vai manter. Existem divergências de opiniões, o governo defende o pagamento de R$ 1.200 divididos em três parcelas decrescentes de R$ 500, R$ 400 e a última de R$ 300.

Entretanto no Congresso Nacional, a preferência é de que a prorrogação continue pagando os R$ 600 e por pelo menos mais dois meses. Já uma outra ala do Legislativo defende a prorrogação do valor até o final do ano.

A impasse nas sugestões se dá porque de acordo com a equipe econômica se o Auxílio Emergencial fosse mantido como o sugerido pelo Congresso, os efeitos aumentariam ainda mais a dívida pública, o que emitiria sinais negativos aos agentes econômicos sobre as medidas de reequilíbrio das contas públicas.

O ministro da Economia Paulo Guedes, conversou neste último final de semana com representantes do Congresso Nacional sobre a prorrogação de mais três parcelas do benefício em valores decrescentes. Na negociação além do Auxílio Emergencial, foi discutido a criação do novo programa social do governo Renda Brasil, que substituirá o atual Bolsa Família englobando diversos outros benefícios e utilizando as informações já obtidas pelo auxílio.