Balanço Patrimonial: veja os principais dados a serem utilizados

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Se você está começando no mundo dos negócios, seja como empresário ou contador, saiba que o Balanço Patrimonial é um documento contábil muito importante para os empreendimentos.

Através dele, é possível verificar a saúde financeira da empresa, além de saber onde estão sendo empregados os seus recursos. Serve ainda como fonte de informação para auxiliar em um planejamento estratégico.

Por isso, é necessário estar atento à forma correta de fazer esse relatório, a fim de evitar erros. Então, veja neste artigo como funciona o Balanço Patrimonial e como elaborá-lo. 

Quando fazer o balanço?

O balanço patrimonial é uma dos documentos que devem ser elaborados ao fim de cada exercício social, com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício. 

O costume das empresas é fazer o documento a cada 12 meses, pois as empresas precisam apresentar suas informações a cada exercício social, conforme determina a Lei 6.404/76. 

Informações Necessárias 

Para executar seu balanço patrimonial o primeiro passo é reunir as informações da empresa. Então, tenha um relatório contábil completo onde há informações de todos os registros contábeis e as movimentações financeiras do período. 

Diante disso, é importante ressaltar que o balanço é formado por três principais informações: os ativos (bens  e direitos do negócio); os passivos (obrigações) e o patrimônio líquido. Considere a seguinte fórmula para esse relatório: 

Ativo = Passivo + Patrimônio Líquido 

Designed by @ijeab / freepik
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Estrutura dos Ativos e Passivos 

Então, para facilitar a análise, separe os ativos, passivos e patrimônio líquido da seguinte forma: 

  • ativos circulantes; que aqueles bens que serão transformados em valores no prazo máximo de um ano;
  • ativos não-circulantes; são os bens que serão transformados em valores por um prazo maior que um ano;
  • passivo circulante; são todas as despesas, dívidas  e obrigações financeiras que possuem prazo de vencimento em até um ano; 
  • passivo não-circulante; são todas as dívidas, despesas e obrigações financeiras que possuem prazo de vencimento que seja superior a um ano. 

Vale ressaltar que o registro contábil e o registro dos fatos contábeis e financeiros são obrigatórios a todas as empresas brasileiras.

Desta forma, as contas do Balanço serão classificadas segundo os elementos do patrimônio e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia.

Patrimônio Líquido

Por sua vez, o Patrimônio Líquido é o resultado da soma dos recursos próprios da empresa. Desta forma, são considerados todos os valores relacionados ao capital social, reservas de lucros, prejuízos acumulados, além de investidos pelos sócios, etc.

Desta forma, para calcular o Patrimônio Líquido no Balanço Patrimonial, basta utilizar a seguinte fórmula:

Patrimônio Líquido = valor do ativo – valor do passivo

Além deste relatório, também deve ser levado em conta a importância de outros fatores para a montagem do Balanço Patrimonial, são eles:

  • Indicadores de renda (Giro de Ativos, Retorno sobre os Ativos e o Retorno sobre Patrimônio Líquido);
  • Indicadores de liquidez (valores que podem ser dispostos em pouco tempo);
  • Indicadores de dívidas (valor referente ao endividamento da sua empresa).

Elaboração 

Depois de reunir todas essas informações, é hora de dar continuidade na elaboração do balanço patrimonial. Verifique através de cálculos se o empreendimento teve prejuízos ou quais foram os lucros em cada período.

Depois, classifique todas essas informações como resultados positivos (lucros) e negativos (prejuízos). 

Para te auxiliar na elaboração, você pode contar com apoio de um profissional contábil que possui experiência no assunto e pode acompanhar o desenvolvimento do seu negócio. 

É importante ressaltar que deixar de fazer o balanço ou seus livros também gera transtornos para os empreendedores, tais como a dificuldade em acompanhar o desenvolvimento de sua empresa, além da impossibilidade de dividir os lucros e de usar dados fiscais e contábeis para a defesa da empresa, caso seja necessário.

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Por Samara Arruda