Os juros do cartão de crédito atingiram em dezembro inacreditáveis 258,26% ao ano (11,22% ao mês). A taxa é a mais astronômica desde julho de 1999, quando estavam em 278,88% ao ano. A taxa também representa aumento de 2,94% sobre novembro. O valor é 39 vezes maior do que o teto da inflação para 2015, de 6,5%.

Os dados foram divulgados pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Segundo a Anefac, as taxas do cheque especial subiram 4,21% em dezembro, para 8,92% ao mês e 178,8% ao ano. A taxa é a maior desde setembro de 2003, quando os juros dessa forma de crédito atingiram 9,03% ao mês e 182,2% ao ano.

A média geral dos juros para pessoa física teve elevação de 0,16 ponto percentual em dezembro. Para pessoa jurídica, as taxas subiram 0,05 ponto percentual. Com o aumento, a taxa média para pessoas físicas ficou em 6,30% ao mês (108,16%) ao ano, maior índice desde março de 2012. Para pessoas jurídicas, a taxa média está em 3,54% ao mês, 51,81% ao ano.

A Anefac atribui os aumentos à nova escalada de alta da taxa básica de juros (Selic), que, em dezembro, foi elevada para 11,75% ao ano. O percentual de aumento dos juros praticados pelo sistema bancário, no entanto, é incomparavelmente superior aos percentuais aplicados à Selic pelo Banco Central.

Segundo outro levantamento, do Procon de São Paulo, a taxa média do cheque especial dos bancos no início de janeiro alcançou 10,37% ao mês.

Dos sete bancos pesquisados pelo órgão, cinco elevaram as taxas do cheque especial. A maior alta foi na Caixa Econômica Federal: 8,68%, de 7,03% para 7,64% ao mês, sobre dezembro.

O Bradesco subiu os juros de 9,77% para 10,41% ao mês, alta de 6,55%. O Banco do Brasil de 8,97% para 9,12%, com alta de 1,67%; o HSBC, de 12,29% para 12,37%, mais 0,65%; e o Itaú, de 10,5% para 10,56%, com variação positiva de 0,57%.

 

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