Bolsa Família: Por que presidente quer mudanças?

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O Bolsa Família é um programa social que tem a marca do Partido dos Trabalhadores (PT), e o presidente Jair Bolsonaro nunca negou que (gostaria) de criar um programa que tivesse a marca do seu governo. Em 2020, houve tentativas, com o Renda Brasil, que acabou não saindo do papel.

Agora, em 2021, novamente o Palácio do Planalto diz que vai haver uma mudança no Bolsa Família que começará a valer assim que terminar o pagamento do auxílio emergencial 2021.

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

Segundo o presidente, o programa passará por uma intensa reformulação garantindo mais recursos para a população em situação de vulnerabilidade social.

Uma das promessas é aumentar o valor de base do benefício. Existe uma possibilidade do valor passar para R$ 250.

O presidente está insatisfeito com o esvaziamento do papel de estados e municípios no gerenciamento do projeto. Por isso, ele promete que o programa Bolsa Família será integralmente de responsabilidade do Governo Federal. O que obrigará a mudar a forma de cadastramento, que passará a ser digital.

“Brevemente a inclusão no Bolsa Família não será mais procurando prefeituras pelo Brasil, será feito através de um aplicativo. Vamos libertar as pessoas mais humildes do jogo de quem quer que seja,” afirmou.

Corrida eleitoral amplifica seu interesse

No entanto, existe a preocupação com 2022, ano eleitoral. Os especialistas que analisam o discurso do presidente em querer mudar o Bolsa Família tentar entender os seus motivos. Ano que vem, Bolsonaro vai precisar estar mais aberto a conversas com partidos e políticos, lembrando, que ele, ainda está em partido.

Um dos alvos do presidente para se reeleger é justamente a população de baixa renda que é atendida por programas sociais do governo.

Em 2018, os beneficiários do Bolsa Família foram os que mais ficaram contra o presidente na hora das eleições. Isso porque o Bolsa Família tem a marca do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

E para seu desespero, Lula está de volta, e pretende concorrer em 2020 ao cargo que hoje é ocupado por Jair Bolsonaro.

Edição por Jorge Roberto Wrigt Cunha – jornalista do Jornal Contábil