Com os impactos econômicos e sociais advindos da pandemia do novo coronavírus, um debate voltou aos holofotes, a necessidade um programa de renda mínima Brasil mais eficiente, que possa beneficiar mais brasileiros em situação vulnerável do que vem sendo feito pelo Bolsa Família.

Entre as propostas em discussão, o que vem ganhando cada vez mais força é a criação do programa Renda Brasil. Inicialmente o programa está previsto para se iniciar no começo do mês de outubro. A ideia de começar em outubro veio com o fim do pagamento do Auxílio Emergencial que terá mais duas parcelas de prorrogação, sendo finalizado no mês de setembro. Logo, assim que se finalizasse os pagamentos do benefício, no mês seguinte o Renda Brasil entraria em vigor.

A ideia do governo é que o Renda Brasil possa substituir o Bolsa Família e agregue outros programas sociais, como por exemplo o abono PIS/Pasep.

Quanto será pago pelo novo Renda Brasil?

Não existe uma informação oficial sobre o valor do benefício, entretanto o Renda Brasil prevê pagamentos que variam de R$ 250 a R$ 300 por mês. Uma vantagem do Renda Brasil sobre o Bolsa Família além do valor maior é de que os beneficiários do Bolsa Família, para terem direito ao benefício não podem exercer nenhum tipo de atividade remunerada. Já com o Renda Brasil pode ser que os beneficiários possam ter algum tipo de renda extra e ainda manterem o benefício.

O debate para criação do Renda Brasil segue entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia Paulo Guedes. Paulo Guedes já havia informado desde o mês passado sobre os planos de governo para lançamento de um novo programa, que poderá ser marca da gestão de Bolsonaro para a área social.

O projeto de lançamento do programa ainda deverá ser discutido com os presidentes do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Gastos do governo

Como o Auxílio Emergencial deve se estender até setembro, Bolsonaro pretende em seguida começar o Renda Brasil.

Atualmente, o Bolsa Família é pago a 27 milhões de cidadãos e custa cerca de R$ 30 bilhões. Já o auxílio emergencial custa R$ 50 bilhões por mês e está sendo pago a mais de 50 milhões de pessoas, incluindo quem recebe o Bolsa Família.

Outra analise quem vem sendo feita pela equipe econômica é o cadastro do Auxílio Emergencial, para separar os brasileiros empreendedores de baixa renda, para que, assim que a crise econômica causa pelo novo coronavírus passar, uma renda mensal possa ser destinada para a volta das atividades destes empreendedores.