Caminhoneiros mantêm greve marcada para 1.º de novembro

Apesar da promessa de um benefício destinado à categoria, caminhoneiros decidem manter a greve. 

Nesta última quinta-feira (21), o presidente da república, Jair Messias Bolsonaro, anunciou a criação do auxílio diesel destinado a grande massa de caminhoneiros que foram afetados pelo constante aumento no preço dos combustíveis. No entanto, ao que parece, isto não foi o suficiente para evitar a greve da categoria marcada para o começo do próximo mês. 

A declaração do presidente ocorreu durante  evento de inauguração de obras do ramal do Agreste, em Sertânia (PE), todavia, não foram apresentados muitos detalhes do novo benefício. 

A ideia da atual gestão do país é liberar o auxílio em um valor de R$ 400 em algum momento entre dezembro de 2021 e o final do próximo ano. Contudo, conforme a liderança da categoria, isto não atende nem metade das demandas dos caminhoneiros. 

“Decidimos então (criar o auxílio diesel). Os números serão apresentados nos próximos dias. Nós vamos atender aos caminhoneiros autônomos. Em torno de 750 mil caminhoneiros receberão uma ajuda para compensar o aumento do diesel”

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), o benefício não passaria de uma esmola, que está longe de atender a “dignadade” que a classe exige na greve marcada para o dia 1.º de novembro. 

Ademais, o presidente Abrava (Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores), Wallace Landim, mais conhecido no meio como Chorão, declarou que “o caminhoneiro não faz nada com R$ 400”, justamente, devido à média de preço do diesel que hoje está em R$ 4,80. Diante disso, a paralisação será mantida.

Dentre as demandas dos caminhoneiros, está o retorno da aposentadoria especial do INSS para estes profissionais com 25 anos de contribuição e a revisão da política de preços da Petrobrás.

Vale ressaltar que isto reflete uma grande preocupação para o governo, dado que transporte de alimentos, medicamentos, matéria-prima, dentre outros é essencialmente rodoviário, sendo de responsabilidade da classe dos caminhoneiros. Assim sendo, uma paralisação da categoria interfere relevantemente na economia do país que já instável devido a pandemia.

Comentários estão fechados.