Sempre exigido em processos seletivos e currículos, o inglês já provou sua importância para a formação dos profissionais brasileiros. Mas afinal, quais são as profissões que mais demandam o segundo idioma? Levantamento realizado pela Catho apontou as 8 profissões que mais pedem o uso do inglês, dentre elas se destacam as áreas de pesquisa científica, importação e exportação, marketing e publicidade e propaganda.

Outras segmentos como hotelaria e turismo, engenharia e sistemas de informação também apareceram no levantamento. A mostra ainda mapeou em quais níveis de inglês os idiomas são exigidos, sendo eles fluente, intermediário e básico.


Áreas ProfissionaisFluenteIntermediárioBásico
Pesquisa Científica57,6%30,3%12,1%
Importação e exportação55,3%15,9%28,8%
Publicidade e Propaganda / Marketing42,1%33,9%24%
Comunicação Social / Editoração40%36,4%23,6%
Hotelaria e Turismo35,1%16,2%48,6%
Arquitetura e Projetos34,9%31%34,1%
Engenharia33,4%32,6%34%
Sistemas / Informatica / Internet29,1%36,6%34,3%

Para o gerente de Catho Educação, Fernando Gaiofatto, a área de pesquisa científica em primeiro lugar não surpreende e por meio de uma análise mais aprofundada é possível compreender a classificação. Para o gestor, o idioma se torna indispensável pois permite discussões internacionais sobre os temas pautados nas pesquisas, buscando atravessar as barreiras nacionais.

“Para as áreas de especialização como pós-graduação, mestrado e doutorado, normalmente é exigido o uso de um a dois idiomas a mais. Essa exigência começa antes mesmo da inserção no curso de formação, como pré-requisito. Porém, também se estende ao longo do curso, na leitura de artigos, busca de entrevistas e outras pesquisas. Logo, o idioma se torna tão importante pois permite que a pesquisa traduzida para o inglês alcance conexões de conteúdo internacionais”, afirma o gestor.

Três das dez áreas apontadas no levantamento pertencem ao setor de comunicação, reforçando a necessidade do idioma para os profissionais desse segmento. Clientes internacionais, ferramentas de edição, ligações e reuniões, bem como termos como “lead”, “briefing” e deadline” são bem comuns no dia a dia dos profissionais.

Além disso, áreas como a de tecnologia, mesmo que não tenha a mesma necessidade pelo inglês em vagas, deixa subentendido a carência no uso do idioma, uma vez que grande parte dos recursos utilizado pelos profissionais são em inglês.

“Ainda que seja possível ‘se virar’ bem sem o idioma, por vezes é necessário ler textos, traduzir informações e escrever e-mails em inglês. Assim como a fluência do inglês é percebida, a falta dela também é. Logo, o domínio faz toda a diferença, seja no atendimento, nas apresentações ou nos resultados da empresa. Não dá para manter o ’embrometion’ se o profissional deseja crescer na carreira”, afirma Gaiofatto.

Impacto do inglês no salário


Dados recentes divulgados pela empresa também apontaram o nível de impacto do idioma nos salários. Segundo a 58º Pesquisa salarial da Catho, a fluência de um segundo idioma chega a aumentar o salário em até 72% no caso do inglês e 59% no espanhol.

A depender do nível hierárquico do profissional, o valor percentual do aumento sofre variações, mas reforça a importância de uma segunda língua para aqueles que desejam crescer profissionalmente. Segundo o levantamento, o aumento salarial chega a: 72%, em cargos de gerência, 61% em cargos de coordenação e 59% em cargos técnicos.

Nível HierárquicoFluenteAvançadoIntermediárioBásico
Gerente/ Diretor/ PresidenteR$ 14.437,30R$ 13.132,80R$ 10.695,80R$ 8.395,60
Supervisor/ Coordenador/ Líder/ EncarregadoR$ 7.281,90R$ 6.837,50R$ 5.856,70R$ 4.525,90
Profissional especialista graduadoR$ 6.555,50R$ 5.887,70R$ 5.462,80R$ 4.627,50
AnalistaR$ 5.027,30R$ 4.458,20R$ 3.751,70R$ 3.304,30

Salário médio por hierarquia, segundo a fluência na língua inglesa.

Sobre a Catho: Com tecnologia de ponta, a Catho, multinacional com mais de 900 colaboradores no Brasil, tem como missão mudar a vida das pessoas por meio do trabalho e carreira. Graças a uma cultura aberta à inovação e à criatividade, a Catho tornou-se uma das melhores empresas de tecnologia para trabalhar no Brasil, segundo o Great Place to Work (GPTW).