Carreira: Mulheres se profissionalizam para evoluírem na carreira


De recepcionista a contadora da mesma empresa. Na busca pelo sucesso profissional, Gláucia Tavares Costa de Oliveira, 41, decidiu voltar à sala de aula e buscar uma qualificação que fizesse diferença no mercado de trabalho. Ela segue uma tendência que mostra o aumento do interesse feminino em trilhar suas carreiras com o aprimoramento de seus conhecimentos e técnicas, mesmo já com família formada.

Segundo o Senac Franca, entre 10 estudantes matriculados nos cursos oferecidos pela instituição, 8 são do sexo feminino. “Temos notado um aumento da presença feminina nos cursos profissionalizantes, no geral. É uma tendência mundial, não só no Brasil: o casal, agora, colabora igualmente no orçamento da família”, disse Leandro Nassif, gerente da unidade francana do Senac.

Para Gláucia, se especializar foi essencial para conseguir crescer na profissão que buscava exercer. Trabalhando como recepcionista em uma construtora, já casada e mãe de uma menina, ela decidiu investir nos estudos e se formou em Técnico em Contabilidade pelo Senac em 2010.

“Entrei com um pouco de receio por causa da idade e do sexo, mas nada foi empecilho para mim. Me surpreendi com o curso, com os colegas e comigo mesma”, revelou. Depois da formação técnica, veio a graduação: formada em Ciências Contábeis pela Unifran, ela tornou-se contadora da mesma construtora onde trabalhava e, agora, faz MBA na USP de Ribeirão Preto.

Mesmo com as dificuldades em conciliar trabalho, família e estudos, Gláucia contornou os percalços e, agora, já comemora os resultados. “Precisava dessa alavancada na carreira. Era uma vontade grande ter uma profissão e conheci grandes profissionais nesse processo.” Sua filha, agora com 16 anos, também já se dedica à formação profissional. “Exemplo ela tem, né? Já é empenhada e sabe o que quer.”

Elaine Morais, 38, também apostou em sua formação para se destacar profissionalmente e já colhe os frutos. Prestes a se formar em Técnico em Massoterapia, ela, que já era esteticista há sete anos, decidiu buscar a especialização por conta de seus clientes. “Confundiam estética com dor e perguntavam se eu sabia como resolver tais problemas, então busquei o curso para poder atender essas pessoas.”

Assim como Gláucia, a esteticista já era mãe de três filhos quando voltou a frequentar uma sala de aula. Mesmo com sacrifícios e uma rotina árdua, ela encara o desafio com otimismo. “É importante nunca parar. Para você ser um bom profissional, você não pode se acomodar”, dá o recado.

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