Cidade do Rio de Janeiro pode liberar população do uso de máscaras

Medida depende de Lei Estadual, porém Fiocruz discorda

Era para ter sido publicado hoje o decreto do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), desobrigando o uso de máscaras em locais públicos. Mas a medida foi adiada e podera ser publicada amanhã em Diário Oficial. No entanto, a medida não terá validade imediata, como seria natural, porque precisa ser regulamentada pelo governo do estado.

Para que cariocas possam circular livremente sem o equipamento de proteção facial, será necessário modificar uma lei estadual em vigor, que torna o uso do equipamento obrigatório em todos os locais públicos. Em caso de divergência, o que tem prevalecido judicialmente é a norma mais restritiva. No caso, a do estado.

O decreto também permitirá a liberação de boates, casas de show e pistas de dança, apenas para vacinados. E as demais atividades serão liberadas com 100% de capacidade.

De acordo com o Painel Rio Covid-19, mantido pela SMS, a cidade do Rio de Janeiro tem 64,4% da população protegida com a segunda dose ou dose única do imunizante A expectativa é que a medida comece a valer quando a marca chegar a 65%, o que pode acontecer nos próximos dias. Entre os maiores de 12 anos, população vacinada, esse índice chega a 75,2%.

A SMS informa ainda que a taxa de ocupação em leitos da rede SUS na capital está em 39%, e que há 182 pacientes internados com Covid-19 em unidades do serviço. 

Pesquisadores da Fiocruz discordam da decisão

Do outro lado da moeda, pesquisadores da Fiocruz afirmam que ainda é essencial a manutenção das medidas preventivas para impedir que a circulação do vírus volte a aumentar. Segundo a instituição, estas medidas, como o distanciamento social e uso de máscaras, precisam ser seguidas e mantidas.

O Índice de Permanência Domiciliar feito pela Fiocruz mostra que, desde meados de julho deste ano, praticamente não há mais diferença de circulação de pessoas nas ruas em comparação ao que era observado antes do início da pandemia.

A instituição defende que, enquanto não houver uma cobertura vacinal ideal, deve-se manter a recomendação do uso de máscara, distanciamento físico, higienização das mãos, além de defender o passaporte vacinal.

Pesquisadores da Fiocruz acreditam que as máscaras de proteção facial ainda terão que ser usadas por um bom tempo, pelo menos enquanto ainda houver circulação do vírus e a população não tiver sido totalmente vacinada. Eles temem uma nova variante da doença.

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