Com o intuito de debater o futuro da atividade, diante de tantas disrupturas e quebra de paradigmas, vindas com a inteligência artificial, a robotização, os cruzamentos de dados pelos fiscos e as transformações no perfil de pessoas, o último painel do EESCON “O Day After da Contabilidade”, encerrou o evento com chave de ouro ao reunir especialistas de diversas áreas para falar sobre as tendências da atividade.

Em apenas 60 segundos, 3,5 milhões de consultas são feitas no Google, o YouTube tem 4,1 milhões de visualizações e 29,2 milhões de mensagens são trocadas via WhatsApp. Quanto vale uma informação correta na hora certa nesta Era do Conhecimento em que vivemos?”

A participação do executivo sênior de vendas em contas estratégicas e especialista em Gestão Empresarial, Rafael Ramos, começou com essa pergunta. Segundo ele, esse é o ouro e o petróleo do século 21. “Devemos entender como a tecnologia pode nos ajudar, pois ela sempre vem para somar”, disse, ao destacar que ela nunca vai substituir bons talentos. “O tratamento dos dados traz um grande diferencial perante nossos concorrentes, órgãos fiscalizadores e outros públicos”, completou.

A relevância do tratamento dos dados também foi apontada pela especialista em engenharia eletrônica, responsável pela prática de Risk Assurance Data & Analytics na PwC Brasil, Denise Pinheiro, que se propôs a apresentar sua visão dos desafios da tecnologia para a área da auditoria. “É fundamental utilizar os dados corporativos para as tomadas de decisões e para a previsão de situações”, ressaltou. Segundo ela, é sempre preciso se reinventar no modelo de gestão de negócios. “Devemos ter assertividade, um olhar refinado para os riscos e saber lidar com o grande desafio de analisar e gerir uma ampla gama de dados”.

Já o empresário contábil potiguar Rui Cadete falou da sua experiência de pedir demissão e abrir uma organização que passaria a ser referência em seu ramo de negócio. Segundo ele, o segredo do sucesso foi enfrentar os desafios e tirar proveito deles. “Vieram as ondas e nós decidimos surfar ao invés de entrar em confronto com elas”, ressaltou ele, que também pontuou sobre a utilização de tecnologias, técnicas de gestão de pessoas, processos de gestão e de liderança e de tratamento de informações. Para o empreendedor, os colaboradores merecem atenção especial dos gestores. “São as pessoas que fazem o seu negócio, por isso, é importante que elas estejam alinhadas à cultura da empresa, estejam comprometidas”.

Por fim, o professor, mestre e doutor, Edgard Cornacchione, falou das tendências da Contabilidade sob a perspectiva da academia e do novo papel do emprego, da profissão e do trabalho. “As universidades têm o dever de pensar nas competências e nas capacidades do profissional do futuro”, disse, ao frisar sobre a necessidade de revisão do modelo atual de educação. Para os empresários do setor, ele propôs um exercício: “pense em seu negócio de forma diferente, aceite revisar o seu conceito sobre a contabilidade”, disse, ao reforçar que, como a área é grandemente afetada por muitas transformações, é vital que a reflexão sobre tudo que a envolve permaneça ativa.

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