Como a produtividade nas PMEs do Brasil foi afetada pela pandemia e pela adoção do home office

Maioria dos entrevistados espera que a modalidade remota continue vigente dentro de um modelo híbrido de trabalho, dividido entre presencial e a distância.

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Se a transição para o home office despertou receios sobre a produtividade dos trabalhadores, dados do estudo realizado pela plataforma de busca e comparação de softwares Capterra indicam que, pelo menos nas pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras, não houve interferência. 

A pesquisa, realizada entre os dias 13 e 18 de janeiro de 2021 com a participação de 994 trabalhadores de PMEs de todo o país, identificou que para 35% a produtividade se manteve igual fora do local de trabalho, enquanto 41% afirmou que ela inclusive aumentou. 

“Flexibilidade para fazer seu próprio horário e não perder tempo se deslocando até o local de trabalho foram determinantes para impulsionar a produtividade dos funcionários das PMEs. Com mais qualidade de vida, os trabalhadores se tornam mais motivados e isso pode ter influência nas suas entregas”, destaca Marcela Gava, analista responsável pelo estudo.

Por outro lado, 24% dos entrevistados consideraram que seus rendimentos foram afetados com a migração para o trabalho remoto. 

Entre os fatores que mais prejudicaram os respondentes, destaca-se distração em casa (68%), dificuldade em estar distante de seu superior e colegas do time (38%) e empecilhos para seguir todas as atividades (37%).

Designed by @yanalya / Freepik
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Trabalho híbrido ganha força entre funcionários

Seguindo a tendência de grandes empresas e multinacionais, os trabalhadores das PMEs também querem dividir a sua rotina entre trabalho no escritório e em casa. 

É ainda o que aponta a pesquisa do Capterra: 66% dos funcionários ouvidos preferem trabalhar no sistema híbrido assim que a pandemia de COVID-19 acabar.  

No entanto, mesmo que a modalidade esteja em destaque, não há consenso em relação à frequência do trabalho a distância e o presencial. 

Dos entrevistados, 27% são entusiastas da divisão meio a meio (ou seja, 50% de casa e 50% do local de trabalho).

Já 24% dos respondentes creem ser melhor o sistema 75% de casa e 25% no local de trabalho; enquanto 15% elegem o sistema 25% de casa e 75% no escritório.

Por outro lado, o estudo identificou que há ainda quem prefira outros modelos de trabalho, já que 22% dos funcionários ouvidos consideram ideal trabalhar somente na sede da empresa.

Apenas uma minoria (12%) defende trabalhar totalmente de maneira remota, mostrando que para a maioria dos brasileiros o contato presencial é importante para o desenvolvimento das suas atividades.