Muitos brasileiros sonham em ter o próprio negócio. Como se sabe, o processo para abrir uma empresa é burocrático e dividido em várias etapas. O empreendedor precisa saber de cada detalhe no qual ele está lidando.

Com o objetivo que ajudar os futuros empresários, elaboramos este artigo com as informações que são indispensáveis para que você possa abrir sua empresa da maneira correta.

Dica inicial importante

Quais atividades econômicas sua empresa vai realizar?

A definição das atividades da empresa é algo que pode nascer antes mesmo da ideia de empreender. Isso tem a ver com certa aptidão ou afinidade da pessoa em relação a uma atividade. Esse ponto também se relaciona com algum conhecimento técnico adquirido pelo empreendedor ou uma área dentro do mercado no qual ele enxerga que tenha potencial.

Para escolher o ramo de atividade, alguns passos são importantes:

Qualquer negócio com fins lucrativos é criado para que possa atender a um mercado consumidor, desempenhando determinada tarefa e cobrando para isso.

  • Portanto, o ramo de atividade de uma empresa tem a ver com a especificação do que ela faz para gerar valor a seus clientes.

Critérios que podem ajudar a definir a atividade da sua empresa:

  • Preferência pessoal: Qual atividade profissional lhe trará satisfação pessoal?
  • Conhecimento: Qual a sua formação, aptidão, talento?
  • Público consumidor: Que tal fazer uma pesquisa de mercado sobre o público que pretende atingir?
  • Concorrência: Quer se diferenciar da concorrência? Então o primeiro passo é conhecê-la!
  • Investimento: Quanto dinheiro você vai precisar para investir? Quanto ainda falta? O que será preciso fazer para conseguir a quantia restante? Em quanto tempo?
  • Futuro: Quais são as perspectivas da atividade que você escolheu para os próximos cinco ou dez anos?

Defina o enquadramento tributário

Qual seria o melhor enquadramento tributário para sua nova empresa? Esse assunto é importante por dois motivos principais:

1 – Alivia um pouco a rotina burocrática nesse processo de abertura de empresa;

2 – Faz com que você não tenha que pagar impostos acima do que a lei prevê por simples falta de cuidado e perspicácia.

A definição do enquadramento é consequência da escolha dos CNAEs (Cadastro Nacional de Atividades Econômicas) no momento da abertura da empresa. Existem CNAEs que são permitidos no Simples Nacional, enquanto outros são vedados nesse regime, podendo optar somente pelo Lucro Presumido ou Lucro Real. Entenda as diferenças entre esses três regimes tributários:

Simples Nacional

Neste modelo tributário, os tributos IRPJCSLLPISCOFINSIPICPPISS e ICMS são unificados por meio de uma guia denominada Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS).

Duas vantagens do Simples Nacional:

1 – Arrecadação única de 8 tributos por meio de uma guia, reduzindo a burocracia para cumprir as obrigações fiscais;

2 – Aplicação de uma alíquota, gerando uma redução de até 40% de sua carga tributária;

 

Lucro Presumido

As empresas que adotarem o regime do Lucro Presumido terão por base uma margem de lucro pré-fixada pela lei para fins de base de cálculo de tributação do Imposto de Renda (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

O perfil das empresas do Lucro Presumido é:

1 – Margens de lucro efetiva acima da margem de lucro presumida;

2 – Poucos custos operacionais;

3 – Pouca participação nas despesas de folha salarial;

4 – Transacionar com mercadorias com redução de base de cálculo (incentivo fiscal);

 

Lucro Real

As empresas que adotam a modalidade do Lucro Real devem calcular o PIS e COFINS sobre o faturamento, dentro do regime não acumulativo. Desse valor, a empresa ainda pode descontar créditos calculados com base em outros fatores, como por exemplo, na aquisição de matéria prima. Esse regime tributário é o mais indicado para empresas com margens de lucro reduzidas.

O perfil das empresas do Lucro Real é:

1 – Margens de lucro baixas ou prejuízos;

2 – Custos de operação alto com alugueis, fretes, matéria prima e energia elétrica;

3 – Transacionar com mercadorias com redução de base de cálculo (incentivo fiscal);

4 – Possuir mercadorias no regime de Substituição Tributária;

5 – Ter faturamento acima de 78 milhões.

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