Como melhorar o índice de aprovação no Exame de Suficiência

Especialista explica os desafios e dá dicas para um melhor desempenho na prova

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De acordo com dados do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), em média 80% dos bacharéis formados nesta área são reprovados no Exame de Suficiência, considerado obrigatório para exercício da profissão no Brasil. O alto grau de dificuldade, o tempo de duração e o nível de conhecimento exigido são alguns dos fatores para o baixo desempenho.

Para o professor Victor Hugo de Carvalho, coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Pitágoras de Londrina, é possível melhorar as chances de aprovação. Segundo o docente, as questões da prova abordam conteúdos que os candidatos viram durante o curso, portanto, o comprometimento com os estudos pode ajudá-los a obter bons resultados, mas ele ainda afirma que é preciso ir além da sala de aula. “Muitos procuram trabalhar na área como auxiliares de contabilidade em escritórios e empresas, adquirindo um pouco da prática, e alguns buscam cursos preparatórios, palestras e outras oportunidades de reforçar os conhecimentos adquiridos na faculdade”, explica.

Aproveitar as chances de fixar sua aprendizagem fora do ambiente de aula foi uma das estratégias adotadas pelo aluno Felipe Corrêa de Araújo, que ainda está caminhando para fase final da graduação em Ciências Contábeis, mas já garantiu sua aprovação no Exame de Suficiência. “Desde quando iniciei o curso venho me preparando. Tentei uma vez, acertei apenas 22 questões, e a partir daí estipulei como meta ser aprovado no exame, intensificando meus estudos por meio das aulas e fora delas. Meu conselho aos futuros colegas de profissão é não estudar apenas na faculdade”, conta Araújo.

O papel das instituições de ensino

Além da dedicação dos candidatos, as instituições de ensino também podem colaborar com a melhoria do índice de aprovação, ficando atenta às lacunas de aprendizagem e tentando preenchê-las ao longo do curso. “Em nosso caso, temos uma plataforma de ensino adaptativo que conforme os alunos respondem as questões disponibilizadas, conseguimos identificar os possíveis gaps, e partir deles preparar roteiros de estudos personalizados para cada caso”, comenta o professor Victor Hugo.

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