Como ter uma Governança impacta um momento de crise?

Especialista lembra que o conselho não contorna a crise em fase aguda, mas atua previamente para que a companhia esteja sólida e melhor preparada para diversos momentos

Com a pandemia e os problemas econômicos e sociais que as empresas vêm enfrentando, muito se questionou sobre o que poderia ser feito para lidar melhor com esse tipo de situação, seja no pré, durante ou pós. Segundo dados divulgados pelo Serasa, o Brasil fechou o mês de agosto com 5,8 milhões de companhias insolventes. Dentro desse contexto, como os conselhos das empresas influenciam nesses momentos?

Wanderlei Passarella, diretor executivo e fundador do Centro de Estudos em Liderança e Governança Integrais – CELINT, pontua o papel da governança nesses casos: “A governança não surgiu exclusivamente para lidar com crises. O ponto alto é que uma empresa com boa governança já está mais sólida e sustentável para lidar com períodos de turbulência, evitando ações dramáticas. Ela já tem mais estrutura, recursos e solidez de caixa para enfrentar essas situações, considerando que a própria governança já estabelece uma matriz de riscos e ajuda a empresa a se preparar antecipadamente para eles”.

“A governança é uma medida preventiva das crises, não uma solução aguda para quando a empresa já está numa situação dramática. É importante discutir o quanto que as empresas pequenas, médias e médias-grandes podem se preparar para diminuir seus riscos em relação aos momentos de stress de mercado”, completa Passarella.

Por fim, a governança reforça os pontos de solidez e criação de uma base sustentável nas companhias, não esperando o problema aparecer para entendê-lo e contorná-lo. Por isso se valoriza o cultivo rotineiro de boas práticas e costumes.

Fundado em 2015, o CELINT – Centro de Estudos em Liderança e Governança Integrais tem como propósito a transformação construtiva das organizações por meio da governança integral.

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