Mergulhado numa crise nunca vista na história, o setor de transporte aéreo terá que se reinventar. As viagens aéreas, despencaram quase 95% em abril em relação a 2019. A pandemia do novo coronavírus conseguiu colocar no chão 80% das frotas da maioria das companhias aéreas do mundo.

Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil

Os governos de vários países tiveram que socorrer as empresas, ou elas não tirariam suas aeronaves do pátio.

Mas, para socorrê-las, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai dar um folego para as companhias aéreas num valor de R$ 3,6 bilhões, conforme informou o diretor da Privatização da instituição financeira, Leonardo Mendes Cabral.

A ajuda total destinada ao setor será de R$ 6 bilhões, dinheiro que sairá parte do BNDES e parte de outros parceiros privados.

Gol, Azul e Latam terão R$ 2 bilhões disponíveis para cada uma, elas poderão acessar esses recursos se cumprirem alguns requisitos (como renegociar suas dividas com os credores).

Antes, o BNDES já tinha deixado claro que concederia uma ajuda de R$ 2,4 bilhões às empresas aéreas, entretanto, acabou anunciando um aumento na oferta.

De acordo com o jornal O Globo, o pacote contará com 60% do crédito do BNDES, 10% de outros bancos (Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil), sendo, mais 30% captados no mercado.

“O ponto importante na transação do BNDES [com as companhias aéreas] é que ela será de valor de mercado sem subsídios por parte do BNDES, do governo”, afirmou Leonardo Mendes Cabral em live do banco.

Edição por Jorge Roberto Wrigt Cunha, jornalista do Jornal Contábil