As compras não presenciais, feitas principalmente pela Internet, somaram R$ 173,5 bilhões, tendo um crescimento de 18,4% na comparação com o mesmo período em 2019. No fim de junho, as compras remotas responderam por 35,5% de todo o volume transacionado com cartão de crédito.

O que mostrou uma mudança no hábito do consumidor e dos setores de comércio e serviços que tiveram que se reinventar neste período de quarentena, como frisou Vieira.

Os pagamentos por aproximação (aqueles em que não há contato físico com a máquina de cartão) cresceram 330% no 1° semestre, chegando aos R$ 8,3 bilhões.

O uso da função débito nessa modalidade foi o que mais cresceu, com alta de 792%. Além disso, subiu para 18% o número de pessoas que realizam pagamentos com essa tecnologia, três vezes mais do que em junho de 2019.

A pesquisa da Abecs indicou que o maior impacto do uso dos cartões foi no segundo trimestre do ano, com o volume transacionado caindo -7,7% e somando R$ 400,7 bilhões. Esse resultado foi responsável pela primeira queda de redução das transações com cartões em um trimestre.

A maior redução foi no uso do cartão de crédito (-11,9%). O cartão de débito caiu 2,3% e o pré-pago cresceu 59,6%.

“Se os valores do auxílio emergencial fossem incorporados aqui ao invés de uma queda nos teríamos queda de 6,8% e o débito teríamos até um aumento do volume de 0,3%”.

Os gastos de brasileiros no exterior caíram 40% e as compras realizadas por estrangeiros no Brasil tiveram redução de 30,1%.

Edição por Jorge Roberto Wrigt Cunha – jornalista do Jornal Contábil