Quer criar uma empresa ou aumentar a receita do seu empreendimento? Então considere fazer um plano de negócios para alcançar esse objetivo. Tudo se inicia por meio do plano, e seus procedimentos tornam-se mais seguros e assertivos com a sua implantação.

No entanto, elaborá-lo não é tão simples, em razão de diversos pontos que precisam ser estudados.

Sua pesquisa exige dedicação e tempo para se obter o retorno almejado.

Agora, quando você concluir seu plano de negócios simplificado, economizará muito tempo na sua rotina de atividades, justamente porque terá um passo a passo de todas as etapas necessárias para o trabalho.

Confira, neste post, a importância da ferramenta MAT para microempreendedores individuais (MEIs), além de 8 dicas para fazer um plano de negócios simplificado (PNS). Acompanhe!

Ferramenta MAT

Indicada para MEIs com faturamento mensal máximo de R$ 5.000, sua aplicação é simples e funciona como um plano de negócio efetivo e simplificado.

Com ela, os dados sobre sua empresa são divididos em três fatores: metas, ações e tarefas.

Você deve utilizar a planilha contendo esses dados para fazer um planejamento financeiro, logo no início das funções, e também para acompanhar se o que foi definido está acontecendo de fato.

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Após um determinado período de tempo, é possível verificar se o negócio possui condições de crescer.

Afinal, mesmo que você inicie como um MEI, sua meta é rumar para outra categoria empresarial, não é mesmo?!

8 dicas para um plano de negócios simplificado eficiente

Antes de mostrarmos o “passo a passo”, saiba que o Plano de negócios é útil para:

  • compilar as ideias para iniciar um novo negócio;
  • orientar a expansão de empresas já consolidadas;
  • auxiliar na gestão do negócio, seja em seus números ou planos estratégicos;
  • melhorar a comunicação entre sócios, empregados, investidores, fornecedores e clientes.

1. Definir um ramo de atuação

A primeira etapa do Plano de negócios simplificado é a definição do empreendimento. Com ela, você pode começar trazendo os dados dos empreendedores e da empresa, mas, por ser um método simplificado, é preciso deixar de lado informações supérfluas e incluir somente as fundamentais.

A definição do negócio corresponde a descobri-lo; você pode analisar questões pontuais, como:

  • qual é o ramo/segmento de mercado?
  • quem são os clientes e os potenciais clientes?
  • o que eles buscam?
  • como serão atendidas suas necessidades?

Essas questões são fundamentais e não podem ser desconsideradas. Caso você encontre outros motivos relevantes, pode incluí-los, mas tome cuidado para não exagerar, afinal esse passo deve ser simplificado.

2. Elaborar um plano de marketing

O plano de marketing não apenas consiste em divulgar um produto, mas também se refere a outros fatores, tais como:

  • a descrição do produto/serviço;
  • o preço;
  • os diferenciais;
  • a distribuição;
  • a definição do ponto comercial;
  • as ofertas e promoções;
  • a previsão de vendas.

Para encontrar os diferenciais do seu produto, analise a concorrência, descubra suas falhas e o que falta nelas, e inclua no seu produto.

Já o preço é uma questão para a qual devem-se considerar alguns aspectos, como o custo de produção e o quanto o cliente pretende pagar pela mercadoria.

3. Firmar parcerias

Ter parceiros é imprescindível para o sucesso do seu negócio, pois com eles é possível acelerar o crescimento da empresa.

Comece procurando por empresas já consolidadas que podem formar parceria com você e ajudá-lo de alguma forma.

Mas, para que isso funcione, você precisa oferecer algo em troca, pois dificilmente alguém irá te dar respaldo sem ter uma vantagem. Seja recíproco!

4. Estabelecer uma estratégia competitiva

Essa etapa representa o diferencial da sua marca. Por que o seu cliente deve comprar da sua empresa e deixar de comprar da concorrência?

Sua solução será possuir uma estratégia competitiva eficiente para conquistar essa fatia de mercado.

Caso não existam concorrentes no seu ramo de atuação, repense na sua decisão e verifique o motivo disso, pois pode ser que seu empreendimento/investimento não seja uma boa ideia.

5. Fazer uma análise financeira e projetar o investimento

O setor financeiro deve ser tratado com cautela, pois se os dados forem analisados de forma incorreta você será forçado a ter gastos desnecessários, comprometendo o desenvolvimento da empresa.

Nessa etapa do PNS você focará em cinco fatores:

6. Projetar o investimento inicial

Esse investimento analisado deve corresponder a uma projeção anual; caso isso não seja feito, você terá números imprecisos, e, nos primeiros 12 meses de atuação, seu negócio poderá não estar estabelecido ainda e provavelmente necessitará de apoio financeiro.

Considere os seguintes itens: equipamentos, móveis, reformas, veículos, despesas iniciais com a abertura do empreendimento, divulgação, estoque inicial, entre outros elementos importantes.

Se você não estudar como deve ser a propaganda do seu produto, sua divulgação inicial pode consumir boa parte das finanças.

 

Hoje, muitas empresas utilizam formas mais econômicas para atingirem seus clientes, como fanpages e aplicativos.

Por isso, abuse da criatividade para chegar a eles de forma mais assertiva.

7. Descobrir o custo dos produtos e os custos operacionais

Assim como no passo anterior, descubra os custos do 1° mês e multiplique por 12 para obter o valor anual.

Considere o custo do produto (matéria-prima), os salários dos funcionários do setor da produção, a depreciação e a manutenção de equipamentos.

Já os custos operacionais correspondem ao que será gasto para fazer com que as atividades operem corretamente.

Nesse caso, você deverá registrar recursos, como água, luz, telefone, internet, salários e encargos dos colaboradores do setor administrativo e seus materiais de consumo, comissões e outros custos que sua empresa poderá ter no operacional.

8. Definir a receita de vendas e fazer um demonstrativo de resultado

Este passo é mais simples do que o dos custos, uma vez que a receita de vendas leva em consideração o preço unitário do produto/serviço e sua projeção de vendas pretendidas.

Faça isso para um ano. Depois, você terá que fazer um demonstrativo de resultado (DRE), para saber a estimativa de lucro da sua empresa.

Considere a seguinte relação de fatores:

  • receita bruta;
  • abatimento de impostos (21%);
  • custos dos produtos vendidos;
  • gastos operacionais;
  • dedução do imposto de renda.

Assim você terá o resultado líquido anual presumido da marca. Esse valor poderá ser utilizado para realizar financiamentos próprios, investimentos ou ser rateado entre sócios, funcionários e acionistas.

Se as dicas expostas neste artigo forem postas em prática no seu empreendimento, seu plano de negócios será um sucesso, podendo até ser um exemplo a ser seguido por empreendimentos futuros.

O que achou do post de hoje? Esquecemos de mencionar algo que você considera importante? Aproveite para compartilhar suas experiências nos comentários!

Por Gabriel Pfeifer, via eGestor

 

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