Confirmado, novo Auxílio Brasil será de R$ 400

Bolsonaro confirmou nesta quarta que o Auxílio Brasil terá o valor de R$ 400

O presidente da república, Jair Bolsonaro, confirmou na manhã desta quarta-feira (20) que o novo valor do Auxílio Brasil será realmente de R$ 400. Além de garantir mas sem dar detalhes, Bolsonaro declarou que o teto de gastos será respeitado e não haverá liberação fora do teto para viabilizar o novo benefício.

Pressão do mercado financeiro

O lançamento do Auxílio Brasil estava previsto para ocorrer na tarde desta terça-feira (19), mas foi cancelado de última hora devido a reação negativa do mercado financeiro em relação ao desejo do presidente prometer um valor de R$ 400, fazendo o dólar disparar e a Bolsa cair em 3%.

Segundo uma fonte do Money Times, o valor que estava acordado entre a ala política e a equipe econômica do governo era de cerca de R$ 30 bilhões fora do teto de gastos para viabilizar o novo valor.

Contudo, a fonte ainda informou que as articulações já estavam sendo conduzidas durante a tarde desta terça-feira para que o montante fosse ainda maior, podendo acomodar espaço para emendas de relator, especialmente as cobiçadas para o ano que vem que será um ano eleitoral.

Auxílio Brasil

Para Bolsonaro é extremamente injusto que milhões de famílias de baixa renda e que dependem dos programas assistenciais do governo para sobreviver recebam “tão pouco” como o que é pago atualmente pelo Bolsa Família.

“Temos a responsabilidade de fazer com que esses recursos venham dentro do próprio Orçamento da União. Ninguém vai furar teto, ninguém fazer nenhuma estripulia no Orçamento”, assegurou Bolsonaro.

O Auxílio Brasil é a aposta da gestão Bolsonaro como substituto do atual Bolsa Família, que atualmente paga um valor médio de R$ 190 e contempla cerca de 14,6 milhões de famílias de baixa renda.

O objetivo do novo Auxílio Brasil é conseguir pagar um valor substancialmente superior ao Bolsa Família, além de conseguir atender pelo menos 17 milhões de famílias, número este que contempla 2,4 milhões a mais de famílias que o atual programa social de distribuição de renda.

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