A primeira consequência da ida do juiz federal Sérgio Moro para o Ministério da Justiça do futuro Governo de Jair Bolsonaro é a sua saída da operação anti-corrupção Lava-Jato, que chefiava. Para isso cabe à juíza Gabriela Hardt assumir interinamente o cargo, e já no dia 14 vai conduzir uma audiência com o ex-Presidente Lula da Silva.

Hardt é juíza substituta e, por isso, só pode assumir a liderança da Lava Jato interinamente e por um prazo limitado. A pessoa que, no futuro, irá ocupar o lugar de Moro à frente da maior operação anti-corrupção da história do Brasil vai ser escolhida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª região do Paraná, que tem responsabilidade pela Operação Lava-Jato.

Gabriela Hardt é licenciada em Direito pela Universidade Federal do Paraná, onde Moro deu aulas. Foi nomeada juíza em 2009 e, em 2014, foi para Curitiba como juíza substituta tendo assumido as funções de Moro quando este estava de férias.

Numa dessas vezes, em Maio deste ano, decretou a prisão de José Dirceu, antigo chefe da Casa Civil de Lula da Silva. O político do Partido dos Trabalhadores (PT) foi condenado, no âmbito da Lava-Jato, a mais de 31 anos de prisão, em dois processos.

 

A juíza – que é nadadora de águas abertas, modalidade também conhecida como maratona aquática – vai conduzir as audiências aos arguidos no processo que investiga o pagamento das obras da quinta de Atibaia, no estado de São Paulo, que a Lava Jato diz ser de Lula da Silva; o antigo Presidente a cumprir pena por outro crime diz que a quinta não é sua.

Lula – Ricardo Stuckert/Instituto Lula

O interrogatório a Lula está marcado para 14 de Novembro, estando acusado neste caso de corrupção e lavagem de dinheiro.

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