Mudar de carreira nem sempre é uma decisão fácil, ainda mais em um momento de tanta adversidade, em que o cenário de pandemia elevou os índices de desemprego em todo o mundo, resultando na falta de recurso financeiro para investir em uma nova profissão.

Somente no Brasil, 8,9 milhões de pessoas perderam o emprego no segundo trimestre do ano, totalizando 12,8 milhões de desempregados no país, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). 

Com isso, muitos profissionais, dos mais variados setores, estão buscando novos caminhos, e a área de programação tem sido uma das mais procuradas.

De acordo com a Kenzie Academy, escola de programação que atua na formação de desenvolvedores web full-stack, somente no primeiro semestre deste ano, mais de 15 mil alunos se inscreveram em seu processo seletivo.

Formada em advocacia pela Faculdade de Direito de Sorocaba (FADI), Julia Sperandio, 28 anos, é uma dessa pessoas que optou por mudar de carreira em plena pandemia.

“Logo que ingressei na faculdade estava muito entusiasmada, mas, com o passar dos anos, fiquei desanimada com a profissão”, conta Julia.

Para ela, a transição de carreira passou a ser um sonho, porém, ela não se imaginava fazendo outra graduação, nem arcar com todos os custos novamente.

Como sempre se interessou por TI, e tendo uma amiga havia se mudado para a área, Julia decidiu migrar também, e o modelo de financiamento Income Share Agreement (ISA), que permite pagar o curso após a conclusão dos estudos – e apenas se conseguir recolocação profissional, com remuneração acima de R$ 3 mil, oferecido pela Kenzie Academy, foi crucial para esse processo de transição.

“Estou amando o curso e os facilitadores ajudam em qualquer dificuldade, fornecendo todo o suporte. Aprendemos, na prática, como utilizar o conteúdo de cada aula, acumulando conhecimento em todas as entregas”, pontua a advogada. 

Ruan Biasoli, 21 anos, é outro jovem que decidiu alçar novos voos.

Ao concluir o ensino médio, passou a fazer aulas de pilotagem, em 2019, para conquistar o brevê [permissão para pilotar aviões], porém, não estava mais conseguindo arcar com os custos e precisou parar com as aulas no final do ano.

Conversando com alguns amigos programadores, Biasoli teve conhecimento do modelo de financiamento ISA e, assim como Julia, ingressou na turma da Kenzie Academy, iniciada em abril deste ano. 

O objetivo do aluno é, futuramente, programar sistemas para aviões, sua primeira paixão.

“Estou gostando demais da vivência proporcionada pelo curso. Somos tratados como profissionais desde o primeiro dia de aula e adquirimos o preparo ideal para o mercado de trabalho, com metodologia aplicada 80% na prática”, revela Biasoli.