Combate ao fumo: Conheça os perigos do narguilé e do cigarro eletrônico

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O Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado em 29 de agosto, merece ser lembrado, sobretudo por conta do aumento de jovens que fazem uso não apenas do cigarro tradicional, como do narguilé e do cigarro eletrônico.

De acordo com a OMS, 24 milhões de adolescentes entre 13 e 15 anos no mundo fumam e entre os tipos, o narguilé tem ganhado muitos adeptos.

O produto apresenta quatro vezes mais nicotina do que os cigarros convencionais. Os tabacos usados no narguilé, que têm diversas essências, possuem 11 vezes mais monóxido de carbono e 100 vezes mais alcatrão do que o cigarro comum, além de concentrações superiores de nicotina, monóxido de carbono e metais pesados.

“Os jovens de hoje, serão os nossos pacientes daqui alguns anos porque quem fuma narguilé tem mais chance de desenvolver câncer.

O tabaco produzido para o narguilé normalmente tem um sabor adocicado, o que faz os jovens fumarem por horas.

Por utilizar um filtro de água antes da fumaça ser aspirada pelo fumante, o narguilé é visto como menos prejudicial à saúde, mas a inalação da fumaça da queima de material orgânico, no caso, do tabaco é prejudicial.

O narguilé possui alta concentração de nicotina e monóxido de carbono, além de mais de 40 substâncias tóxicas”, explica o oncologista e coordenador do NUPPEC do Hospital do Câncer em Uberlândia, Dr. Rogério Araújo.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o INCA (Instituto Nacional do Câncer) apontam que fumar narguilé em média de 20 a 80 minutos, equivale à fumaça de 100 cigarros.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Brasil, 428 pessoas morrem por dia por causa da dependência a nicotina.

Das mortes anuais causadas pelo uso do tabaco: 34.999 mortes correspondem a doenças cardíacas; 31.120 mortes por DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica); 26.651 por outros cânceres; 23.762 por câncer de pulmão; 17.972 mortes por tabagismo passivo; 10.900 por pneumonia; 10.812 por AVC (acidente vascular cerebral).

Outra moda é o cigarro eletrônico. Parecido com uma caneta eletrônica e recarregável, os cigarros eletrônicos têm um dispositivo que converte a nicotina líquida em vapor.

Alimentado por uma bateria de lítio, ele possui um cartucho ou refil que armazena a nicotina líquida, além de aditivos e aromatizantes.

O cigarro eletrônico contém diversas substâncias cancerígenas, entre elas a nicotina. Além de não existir nenhuma comprovação de que o uso pode reduzir a vontade de fumar, de acordo com a Anvisa, os dispositivos transmitem a falsa sensação de segurança e podem induzir não fumantes a aderirem.

Fumo e a Covid-19

O fumo de maneira em geral, além de causar doença pulmonar obstrutiva crônica (bronquite e enfisema), diversos tipos de câncer como o de pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga, colo de útero, estômago e fígado, doença coronariana (angina e infarto), cerebrovasculares (acidente vascular cerebral), o atual momento ainda alerta para um outro risco.

“Os riscos do tabagismo e do compartilhamento do narguilé para a infecção pelo coronavírus. Fumar aumenta o risco de contrair infecções bacterianas e virais, como a Covid-19.

O narguilé é um transmissor porque a mangueira é passada de pessoa a pessoa e todas dividem a mesma piteira (que é a parte colocada na boca)”, esclarece o Dr. Rogério.

Por Núcleo de Projetos, Prevenção e Pesquisa em Câncer (NUPPPEC) do Grupo Luta Pela Vida e Hospital do Câncer em Uberlândia possui um papel fundamental no desenvolvimento de pesquisas e estratégias e no compartilhamento de informações sobre a prevenção do câncer com a sociedade.