O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou nesta terça-feira, 11 de agosto, a distribuição de R$ 7,5 bilhões do lucro de 2019 aos trabalhadores, o que representa 66% do lucro total. Só terão direito aos recursos os cotistas que tinham saldo em conta em 31 de dezembro de 2019.

Os depósitos nas contas deverão ser realizados até 31 de agosto de 2020. O Fundo teve um lucro no ano passado de 4,9%, que foi superior a inflação. Em 2019 a inflação foi de 4,31%. Sendo assim, os trabalhadores terão ganhos reais. O rendimento anual do fundo foi 3% mais TR (que está zerada), somando à distribuição do lucro.

Só para você ter uma ideia, o FGTS teve um lucro que superou a poupança, investimento que ainda é o favorito das pessoas, com um rendimento de 4,26%.

FGTS

Presidente vetou distribuição de 100% do lucro

No ano passado, o governo distribuiu 100% do lucro de 2018 (através de uma Medida Provisória), quando Jair Bolsonaro autorizou que o valor fosse integralmente distribuído para os cotistas do fundo.

Quando criou novas modalidades de saque para o FGTS, o governo chegou a incluir na MP que 100% do lucro do FGTS passaria a ser distribuído. Mas após a aprovação da proposta pelo Congresso, Bolsonaro vetou essa parte do texto. Com isso, o conselho curador do fundo manteve a obrigação de determinar o valor a ser distribuído anualmente.

Em 2019, o lucro total do fundo foi de 11,3 bilhões, porém, o conselho só distribuiu aos trabalhadores, apenas uma parte dele.

Saque imediato retirou R$ 26 bi do FGTS

O saldo total dos trabalhadores em 2019 ficou em R$ 422,2 bilhões. No ano, R$ 125,3 bilhões foram sacados das contas em medidas previstas em lei (demissão sem justa causa, aposentadoria e compra de imóvel). Outros R$ 26 bilhões foram retirados em 2019 para garantir o “saque imediato”, liberando R$ 500 por conta. Quase quatro milhões de empresas e mais 1,2 milhão de empregadores domésticos recolheram R$ 128,7 bilhões ao FGTS no ano passado.

Com informatizações do UOL