Conta de luz mais cara: Tipos de bandeiras tarifárias e dicas de como Economizar

Para ajudar quem deseja economizar e reduzir os valores das contas de energia, o especialista dá algumas orientações

Com a forte seca que atinge parte do Brasil, o consumidor tem sentido no bolso o aumento no preço da energia elétrica. No dia 31 de agosto, a Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel, anunciou nova bandeira tarifária chamada “bandeira tarifária de escassez hídrica”, em que 100 quilowatts-hora (kWh) passam a custar R$14,20, e para ajudar os consumidores a economizarem, o professor Lucas Altamirando de Andrade da Rocha, do Centro Universitário Una Uberlândia, que faz parte do ecossistema Ânima Educação, explica como funcionam as bandeiras tarifárias, dá dicas de como economizar com mudanças de hábitos, e conta quais eletrodomésticos são os “vilões” nas contas de energia.

Desde 2015, a Aneel utiliza o sistema das bandeiras tarifárias para identificar os custos variáveis da geração de energia elétrica. Essas categorias foram originalmente diferenciadas nas cores verde, amarela e vermelha, e Lucas Rocha explica como elas funcionam. “Essa divisão indica se haverá ou não acréscimo no valor da energia a ser repassada ao consumidor final. Por exemplo, na verde não há nenhum crescimento, na amarela a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,874 por 100 kWh consumido, pois as condições para geração de energia não são tão favoráveis. Já na bandeira vermelha, temos o ‘patamar 1’, em que a tarifa sofre acréscimo d R$ 3,971 por 100 kWh, e no ‘patamar 2’, esse aumento é de R$ 9,492 por 100 kWh”, detalha ele.  Ainda sobre essas classificações, Lucas explica que a nova “bandeira tarifária de escassez hídrica”, em que 100 kW/h passa a custar R$14,20 afetará os chamados consumidores cativos, que são a maior parte da população, ou seja, aqueles que não tem a opção de escolher seu fornecedor de energia e que para não sentirem tanto o impacto no bolso, precisam ficar atentos à alguns pontos.

Ar-condicionado, chuveiro elétrico, máquina de lavar roupa e geladeira são aqueles eletrodomésticos que mais consomem energia e costumam ter um custo maior na conta de luz. Lucas explica que isso acontece ou por ficarem ligados 24h ou devido a potência muito alta. Para aqueles que adotaram o home office como modelo de trabalho, ele ressalta que o computador não necessariamente causará um aumento considerável no valor da conta. “Neste caso, são os computadores de alta performance que consomem mais energia. Notebooks ou computadores mais ‘comuns’ não terão um impacto muito grande no consumo mensal”, diz ele.

Para ajudar quem deseja economizar e reduzir os valores das contas de energia, o especialista dá algumas orientações:

  • Estamos entrando na primavera e a previsão é de aumento nas temperaturas, então, sabendo que ferramentas como ventilador e ar-condicionado serão mais utilizados, opte por banhos mais curtos e também frios, evitando que o chuveiro gaste tanta energia;
  • Ainda sobre o ar-condicionado: procure por opções “inverter”, uma característica que permite ao aparelho controlar a velocidade de rotação dos motores elétricos, o que, de acordo com alguns fabricantes, pode representar uma economia de 40% a 70% de energia em relação a modelos tradicionais;
  • É interessante evitar usar muitos eletrodomésticos ao mesmo tempo ou ligar de uma só vez aqueles que demandam mais energia entre 18h e 21h, considerado um horário de pico;
  • Procure descobrir se na residência, há fiação elétrica danificada ou com emendas, pois elas podem causar desperdícios de energia se mal executadas.

Lucas finaliza explicando que adotar essas dicas simples, pode gerar uma mudança de hábitos, que irá colaborar para uma conta de energia mais econômica durante todo o ano, não apenas em momentos de cobranças mais altas.

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