Contabilidade Fiscal: Tudo que seu cliente precisa saber

Todo contabilista tem a resposta na ponta da língua quando pergunta-se o que é contabilidade fiscal, não é mesmo? Mas será que o seu cliente sabe algo a respeito?

Existem perfis bem distintos de clientes, desde aqueles que entregam tudo na mão da contabilidade sem questionamentos, mas também existem aqueles que contestam cada guia de pagamento e cada solicitação de dados, certo?

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Seja qual for o perfil dos seus clientes, pesquisas mostram que uma das maiores reclamações quanto ao serviço da contabilidade diz respeito ao atendimento ruim. Além dos funcionários despreparados a esclarecer as dúvidas dos clientes, eles também enfrentam a dificuldade de contato com a pessoa responsável.

Por isso, separamos algumas informações que você poderá repassar aos seus clientes para deixá-los mais informados do que acontece nos escritórios de contabilidade, especificamente sobre a contabilidade fiscal, e também deixá-los mais seguros quanto ao serviço que você oferece.

A Contabilidade Fiscal

A Contabilidade Fiscal envolve toda a tributação a qual a empresa está sujeita. Ela baseia-se nas normas fiscais estabelecidas pela lei e é responsável pelo registro das operações para a apresentação de declarações e o pagamento de impostos. Portanto, o contador é o responsável por fazer a ponte entre as empresas e as entidades governamentais.

É o departamento fiscal que dirá qual o regime ideal de uma empresa, ou seja, em qual modalidade de tributação ela está inserida. Em geral a definição diz respeito ao faturamento da empresa. Os mais comuns são:

  • Lucro real;
  • Lucro presumido;
  • Simples nacional;

A escolha errada pode significar pagar mais impostos. Por isso o departamento deverá avaliar o histórico da empresa e ter noção de como será o próximo ano fiscal.

E, por falar em impostos, cada tributo tem seu cálculo específico. Todo mês é feita a apuração e são geradas as DARFs (Documento de Arrecadação de Receitas Federais) e as guias de pagamento.

Esses cálculos são bastante trabalhosos. As alíquotas (percentuais com que um tributo incide sobre o valor de algo) variam de acordo com a atividade desempenhada, podem variar de estado para estado e também de produto para produto.

Além disso, cada obrigação fiscal, ou seja, declarações e guias de pagamento, tem uma data máxima para envio que podem ser conferidas na agenda tributária no site da Receita Federal.

Há também impostos que são retidos na fonte, mais conhecidos como IRRFS. Um bom exemplo é o salário. Quando você o recebe já foi descontado o imposto de renda e o INSS, certo? O mesmo pode ocorrer com uma nota fiscal. Ao recebê-la, o departamento fiscal deve verificar se há ou não retenção de impostos.

O fiscal também cuida de alguns livros (Livros de entrada, Livros de saída, Livros de apuração de ICMS, etc), que registram os acontecimentos que ocorrem diariamente na empresa.

Os bastidores da Contabilidade Fiscal

Além destas obrigações citadas, existem muitas outras efetuadas pela contabilidade fiscal, como GIA, DCTF, DIRF, etc. Essas obrigações exigem tanta atenção quanto as demais. Apesar de não serem guias de pagamento e não serem direcionadas ao cliente, o não preenchimento e envio destas declarações ao fisco geram multas altíssimas.

Para se ter uma ideia, caso uma DCTF não seja entregue na data estipulada, a multa mínima é de R$500,00 quando se trata de pessoa jurídica ativa. E é acumulativa! Ou seja, se lembrarmos que essa é uma obrigação que deve ser enviada mensalmente, a cada mês será gerada uma nova multa.

Portanto, a contabilidade fiscal deve identificar as obrigações de sua empresa, realizar a apuração dos impostos, emitir guias de pagamento e declarações, enviá-las aos clientes e ao fisco, tudo com a garantia do correto preenchimento e envio na data estipulada. Assim, com tantas obrigações, o responsável fiscal costuma ter pouco tempo livre e uma rotina bem corrida.

Via masterdoconline

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