Ambos atuam com contabilidade, fazem parte do dia a dia e da “mão na massa” das organizações, são extremamente importantes e trabalham numa mesma base: a de apoiar estrategicamente na tomada de decisão e no crescimento do negócio. Mas o que diferencia realmente o contabilista do contador? Quais são as características e quais as funções que atuam? Vamos falar mais um pouco sobre eles, contudo, aproveitando que em 25 de abril se comemora o Dia do Contabilista (na verdade, não é bem isso, mas explicaremos depois…), vamos direcionar o foco para este profissional.

Afinal, qual é a diferença entre contabilista e contador?

A Contabilidade é uma ciência, e como tal utiliza métodos e regras próprios para registrar os fatos contábeis, decorrentes ou não de ações humanas, que atuam sobre o patrimônio e a existência de uma empresa.


Justamente por esse fator é importante deixar claro que o campo das Ciências Contábeis oferece dois tipos de cursos com níveis diferentes aos interessados em uma formação na área: bacharelado e técnico. O bacharel em Ciências Contábeis é conhecido como contador. 

Já o termo “contabilista” é uma forma generalista de se referir aos profissionais da área contábil, sejam eles bacharéis, técnicos, auxiliares e qualquer outro tipo de função exercida na área contábil. Portanto, enquanto o contador se refere ao profissional portador de diploma do nível superior em Ciências Contábeis, o termo contabilista se refere à profissional da contabilidade em geral.

Curiosidades…

Indo de forma mais profunda no tema, a diferença entre contabilista ou contador está relacionada ao ensino da Contabilidade no Brasil. Em 1931, por meio do Decreto nº 20.158, o governo criou diversos cursos de ensino voltados para o comércio. Entre esses cursos estavam os de nível médio de guarda-livros e peritos-contadores, que tinham disciplinas de contabilidade em seu currículo.

Alguns anos depois, em 1945, foi criado o primeiro curso universitário de Ciências Contábeis. Os bacharéis desse curso eram chamados de contadores, aos quais os antigos peritos-contadores foram equiparados. A data de criação do curso — 22 de setembro — tornou-se o Dia do Contador, celebrado até hoje.

Já os guarda-livros receberam outra denominação com a Lei nº 3.384, de 1958, que instituiu que eles passassem a integrar a categoria profissional de técnicos em contabilidade.

Porém, os termos acabam se confundido, como explicamos ali em cima. A generalização dos termos acabou em 1997, quando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) definiu que não existe a profissão de “contabilista”. Segundo a decisão, existem duas profissões na área contábil: o contador, que tem diploma de graduação, e o técnico em contabilidade, que tem formação de nível médio.


E é isso que entende também o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), que determinou, em 2010, a substituição do termo “contabilista” por “profissional da contabilidade”, que abrange tanto contadores quanto técnicos.

Portanto, no dia 25 de abril, não se comemora mais o Dia do Contabilista (como dissemos lá no primeiro parágrafo), denominado assim em referência a João Lyra, senador da República e patrono dos contabilistas. Nessa data, agora, é celebrado o Dia do Profissional da Contabilidade.

Mas e agora, como devo chamar?

Como dissemos, na prática os termos contabilista ou contador são usados de outras formas. No dia a dia, muita gente chama de contabilista qualquer profissional da área contábil, seja ele graduado ou não. A única unanimidade é que contadores são os diplomados em nível superior.

Aliás, é essa definição que traz o dicionário Michaelis para o termo contabilista: “denominação comum dos profissionais que atuam na área contábil, sejam os contadores (nível superior), sejam os técnicos em contabilidade (nível médio) ou guarda-livros”.

Portanto, contabilista está começando a cair em desuso, mas como uma mudança de cultura sempre é algo lento e gradual, é bom começar a praticar aos poucos, trocando “contabilista” por “profissional contábil” ou termos correlatos.

Se o profissional for bacharel em Ciências Contábeis, ou seja, se tiver formação em nível superior na área, você pode chamá-lo de contador. O diploma habilita o contador a atuar na área financeira, econômica, trabalhista e patrimonial de uma empresa, como empregado ou autônomo. Ele é responsável, por exemplo, pelo planejamento tributário do negócio, o fluxo de caixa, os relatórios financeiros, a folha de pagamento, a apuração dos impostos, entre outras diversas atividades.

Agora, se o profissional for técnico em contabilidade, ou seja, se tiver formação em nível médio na área, você deve chamá-lo, simplesmente, de técnico em contabilidade ou profissional contábil.

As funções desempenhadas são muito parecidas com as do contador, mas têm algumas restrições, definidas na Resolução nº 560/83 do CFC. Ele não está habilitado, por exemplo, a realizar perícias judiciais ou extrajudiciais, revisão de balanços e auditorias. Mesmo assim, é um profissional essencial em qualquer organização contábil ou mesmo um departamento interno de uma empresa.

A importância na prática

Os contabilistas, ou técnicos em contabilidade, são os profissionais que atuam diretamente na essência das finanças. Eles ajudam as empresas a se manterem sustentáveis e ficarem em dia com a legislação fiscal. Mas não é só para manter as contas em ordem e dar orientação quanto a impostos e tributos que serve o profissional de contabilidade. Ele pode — e deve — ser, também, parte de uma estratégia de integração!

Quer uma prova da relevância da atividade do contabilista (ou técnico em contabilidade)? É ele quem vai fornecer informações adequadas, segundo princípios e normas técnicas, evidenciando a riqueza patrimonial da entidade contábil e, assim, auxiliando o usuário daquela informação. Por tal razão, sua responsabilidade pela informação apresentada é direta.

Ora, a tomada de decisão é a medida impulsionadora das atividades empresariais ou mesmo de atividades no âmbito individual. Dessa forma, a qualidade dessa informação trazida por este profissional impacta diretamente no resultado de uma organização, seja positivo ou negativo.

Uma decisão pautada em informações contábeis verdadeiras, reais, possibilitam, dependendo de outros fatores como a análise correta, atual e comparativa, aumentar as chances de sucesso decorrentes da escolha. E isso só é possível quando a equipe é composta por profissionais contábeis capacitados.

Justamente por isso, para que a economia se desenvolva corretamente tanto em nível organizacional (como num negócio) como em nível social (no País), é fundamental a constituição de empresas sólidas, que gerem empregos, paguem tributos e movimentem a renda da população. E para que essas entidades sobrevivam ao mercado altamente competitivo, o profissional contábil é o mais qualificado para suprir as tomadas de decisões de forma inteligente.

Neste cenário todo, é altamente recomendável que todo empreendedor procure orientação profissional antes de formar a empresa. A contabilidade deve ser vista como ferramenta de gestão, para que possa projetar os resultados da empresa a partir de metas. Muitos empresários desprezam dados e avaliações, e perdem uma excelente oportunidade de contar com a experiência, formação e competência do contabilista (ok, técnico em contabilidade!).

Sem você, nada seríamos…

O bom profissional contábil, seja o técnico ou o bacharel em contabilidade, tem o papel fundamental nas vida de uma empresa, uma vez que tem os instrumentos necessários para avaliar o desempenho e os resultados do negócio, não somente a apuração dos resultados mensais. 


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