Correios: Qual o panorama de privatização de um dos serviços mais utilizados no país

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Um cabo de guerra! De um lado o começo de uma nova era para os Correios, a privatização, que já deu o primeiro passo para acontecer em 2021.

De outro, a sociedade que paga pelos reajustes e tem o acesso cada vez mais restrito aos serviços.

Ainda, tem aqueles que recebem suas encomendas danificadas, e acreditam que vão ter quem cobrar após a concessão. Quantas pontas esse cabo tem?

A estimativa é que com a privatização, seja gerada uma receita para o governo de R$ 15 bilhões.

Esse é um dos panoramas, mas pode ser que apostem em um modelo misto, ou seja, governo como o responsável e a empresa eleita como gerenciadora, além de manterem os correios como estatal e abrir o capital para ações na bolsa.

A necessidade de se levantar esta questão, exatamente nesta época do ano, o Natal, são os desafios da logística, levando em consideração que os Correios são detentores de 44% do mercado de entregas.

Economista e presidente da Pointer by PowerFleet Brasil, líder mundial em soluções de IoT para redução de custo, prevenção de acidentes e roubos em frotas, Daniel Schnaider fala sobre esse processo de privatização dos Correios e soluções para os serviços.

“O uso de IoT ou a falta de, pode ser mostrado como uma necessidade urgente de privatização. Enquanto praticamente toda empresa grande do setor privado usa IoT para reduzir custos, prevenir acidentes e minimizar roubos e fraudes, temos as estatais com dificuldade prática de adotar inovações já comprovadas.

O resultado social impacta cada um de nós por meio de serviços de menor qualidade e menos lucros, o que significa menos impostos para atender a programas sociais, saúde, educação e segurança.”

Schnaider também traz alguns fatos e soluções sobre a problemática:

– Para a sociedade, que consome o serviço e não recebe suas encomendas por falhas dos Correios, é importante saber quais são as variáveis que podem existir dentro de uma cadeia logística.

Entregadores são assaltados e temem áreas de risco, podendo usar de desculpas como “destinatário não encontrado”, “mudou-se” (mesmo quando o endereço está correto) e outras para preservar sua vida.

Por isso, o uso da telemetria com a eficiência de um sistema de rastreamento e intercepção dos veículos, bem como um sistema de rotas seguro torna-se essencial.

– Uma das preocupações demonstradas em relação à privatização é o alcance de todo território nacional. Em uma visão de lucros, para uma empresa chegar em todos os cantos do país, inclusive os mais remotos e de difícil acesso, pode não ser muito vantajoso.

Porém, para isso, um planejamento com uso da solução de redução de custos, em relação à logística e entrega, poderia distanciar essa problemática.

Uma vez que a fiscalização do uso dos transportes e manutenção, além de um gerenciamento eficaz de rotas, pode trazer uma otimização considerável.

– Preços abusivos. Não se pode deixar de considerar que os preços de certa forma acessíveis podem se transformar em coisa do passado.

Por isso, tanto o governo ou a empresa comtemplada, precisa incluir em seus projetos esse contexto, uma vez que preços justos não conseguem ser garantidos com gastos elevados.

– Mercadorias danificadas. O Sedex 10 tem sido o alvo dessa crítica constantemente. Tido como um clássico problema de compliance, pode ser solucionado com o investimento em câmeras e treinamento de funcionários, tanto na direção quanto nas atitudes em relação as regras da empresa, por exemplo.

Soluções como a Pointer View, apresentam inteligência artificial capazes de reconhecer padrões não desejados e comportamentos antiéticos, e quando aliada a outras soluções de IoT pode também estar diretamente conectada a carga, trazendo maior segurança e redução no risco de falhas.

Para pensarmos em uma política estratégica para a solução das dívidas e problemas que acercam os Correios, é necessário criar oportunidades que considerem redução de custo, otimização de tempo e prevenção de manutenção e roubos. Ou seja, a IoT é necessária com ou sem privatização.

Por Daniel Schnaider é CEO da Pointer by Powerfleet Brasil, líder mundial em soluções de IoT para redução de custo, prevenção de acidentes e roubos em frotas. Integrou a Unidade Global de Tecnologia da IBM e a 8200 unidade de Inteligência Israelense.