Credor brasileiro precisa aprender a documentar os créditos a receber, veja os benefícios!

Muitas vezes, vale a pena cortar os juros pela metade, para permitir que o devedor reparcele e renegocie o débito

Algumas empresas com créditos a receber não percebem quantas vantagens existem em renegociar a dívida. Para além de aumentar as chances de receber o valor devido, o ato permite documentar a dívida, até mesmo para levá-la à Justiça, se necessário.

Muitas vezes, vale a pena cortar os juros pela metade, para permitir que o devedor reparcele e renegocie o débito. O benefício vai além do momentâneo: mais do que ampliar as chances de receber o crédito, outra vantagem é a oportunidade que a negociação traz de se criar um documento sobre a dívida.

Por exemplo, algumas vezes o credor não tem em mãos um contrato assinado entre ele e o devedor, com duas testemunhas ou um título a receber. Com isso, o ato de negociar permite renovar uma divída que seja muito antiga, torná-la reconhecível mesmo que não haja prova escrita.

Pensando no caso de uma folha de cheque: sabe-se que ela prescreve após quatro meses. A dívida até pode ser cobrada depois, mas o papel em si não representa mais um título cobrável por execução – o meio mais rápido de se receber.

Quando o devedor reconhece que deve, no ato da negociação, é possível dar seguimento com uma nova ação – por mais que a dívida seja antiga e difícil de cobrar, dada a prescrição do título. Outra vantagem é em relação à lista de credores: será pago primeiro aquele que trouxer a melhor facilidade.

E, no momento da negociação, o que fazer? Vale a pena abater os juros, parcelar em mais vezes, tendo em vista o recebimento – sempre preferível, a ter em mãos um título que não será honrado. Em alguns casos, é possível abater a multa prevista em contrato para tornar possível o pagamento, ainda que seja via judicialização, para aumentar as chances de se receber.

E lembre-se: a cobrança humanizada traz muito mais resultados do que a mera insistência robotizada.

Por Edijane Ceobaniuc é advogada, professora universitária e fundadora da Reaver Cred.

Reaver Cred – Com sedes em Porto Velho (RO) e Curitiba (PR), a empresa faz a intermediação de cobranças de forma personalizada, tendo como ênfase a empatia e a manutenção do relacionamento. 

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