Crise: O impacto da confiança na liderança empresarial

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Todos os dias cada um de nós concede confiança a alguém e nega a confiança a outro, mas sobre quais critérios decidimos dar, negar ou até receber a confiança de alguém?

O tema confiança é fundamental na vida de todos, em diferentes níveis. No âmbito profissional, por exemplo, o quanto mais confiar na sua equipe, mais delegará atividades a ela, tirando assim a sua sobrecarga. 

Isto é, a confiança cria também um ambiente social e profissional mais confortável.

O sentimento de confiança na sociedade atual e em nosso momento histórico não é algo fácil de encontrar e de viver. Estamos no meio de uma “crise” de confiança e no mundo corporativo não é diferente. 

Por isso, saber inspirar confiança é uma das estratégias de sucesso mais importantes na vida e no trabalho.

Essa qualidade é essencial para aquele que quer brilhar e se diferenciar da massa. Mas como podemos inspirar confiança nas pessoas, nos colaboradores, clientes e nas equipes? Qual é o elemento principal que permite viver a confiança em um relacionamento pessoal e profissional?

A essência desse elemento é que a criação de um vínculo de confiança deve partir do indivíduo, ou seja, se a pessoa deseja estabelecer confiança, deverá ter a intencionalidade de construir essa relação com os outros, e não esperar o contrário.

É o líder, por exemplo, que precisa ser proativo nesse sentido, criar empatia e construir essa ponte para se conectar com os colaboradores, começando a inspirar confiança, segurança nas decisões e confiabilidade nas suas atitudes, desenvolvendo em si mesmo e na equipe, engajamento, motivação e alta performance a longo prazo.

Nas organizações já se confirmou o quanto as competências socioemocionais constroem uma cultura de confiança na empresa, permitindo um ambiente de trabalho mais cooperativo, satisfatório, motivado e produtivo. 

Hoje em dia a neurociência já confirma a importância dessas competências, com estudos e pesquisas que comprovam: a confiança entre as pessoas no ambiente de trabalho permite que o colaborador se sinta mais feliz, realizado e orgulhoso de estar onde trabalha.

Paul J. Zak, diretor e fundador do Center for Neuroeconomics Studies, a partir da sua pesquisa nomeada “Neurociência da Confiança”, criou um modelo de comportamentos gerenciais que auxilia os líderes a desenvolverem uma liderança de sucesso. 

Discorro a a seguir sobre três deles, que podem ser aplicados facilmente no dia a dia:

Reconhecer a excelência: a neurociência demostra que o reconhecimento por parte do líder e dos colegas do resultado de um objetivo atingido pela pessoa, é fundamental não só para ela, mas inspira os outros a buscar também a excelência.

Dar autonomia para os colaboradores fazerem o próprio trabalho: a autonomia promove – além de motivação – a inovação, pois permite ao colaborador ter a liberdade de testar diferentes possibilidades ou soluções, saindo do piloto automático e esquemas mentais antigos como o famoso: “sempre foi feito assim” .

Compartilhar as informações: 40% dos funcionários reportaram na pesquisa de Zak não conhecer as estratégias, métodos e objetivos de suas empresas e isso leva a criar condições de estresse e a não trabalhar bem, seja individualmente ou em equipe.

A confiança se constrói aos poucos.

É um recurso que aumenta e se fortalece com o tempo, com atitudes, ações e com o comprometimento individual de tecer relações com ética, coerência, credibilidade e transparência para construir alicerces sólidos para uma convivência pacífica e respeitosa, capaz de superar as diferenças e atingir realização individual e coletiva.

Por: Eduardo Shinyashiki, palestrante internacional, consultor, escritor e presidente do Instituto Eduardo Shinyashiki.