Há muito tempo o profissional de contabilidade não é visto apenas como o parceiro que faz as guias de impostos no fim do mês e que só gera despesas. “Hoje, o contador está mais próximo de um consultor e se tornou peça imprescindível para uma gestão eficiente”, afirma Márcio Massao Shimomoto, presidente do Sindicato das Empresas de Contabilidade e de Assessoramento no Estado de São Paulo (Sescon/SP).

“Antigamente, no tempo da superinflação, quando os preços variavam 70% em um mês, a contabilidade perdia o sentido. Apresentávamos balanços anuais para os empresários com defasagem de 1.000%.
Então o contador ficava muito mais concentrado em resolver problemas com o Fisco quando deveria ser uma ferramenta de gestão para a empresa”, lembra o presidente do Sescon/SP.

A partir da implantação do Real, a inflação foi reduzida, mas as novidades trazidas pelo SPED e pelo eSocial modificaram o formato e a necessidade da contabilidade.

De acordo com Shimomoto, agora o profissional de contabilidade tem de ser multidisciplinar, orientando o operacional das empresas para que elas não tenham problemas futuros com o fisco.

“Houve valorização da classe e o contador passou a ser visto como investimento, uma ferramenta de gestão e não alguém para cuidar de burocracias”.

As micro e pequenas empresas que integram o Simples Nacional formam hoje o maior grupo atendido por empresas de contabilidade.

Juntas respondem por mais de 50% dos empregos com carteira assinada no Brasil e a maioria não tem condições de montar uma estrutura contábil própria.

“Muitas procuram um contador para sanar dúvidas básicas como emissão de nota, por exemplo, para treinamento do funcionário da área administrativa, ou simplesmente conversar sobre custos dos impostos e da estrutura da empresa”, conclui Shimomoto.

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