Doações de múltiplos órgãos salvaram seis vidas na Paraíba

Para fazer uma doação, é preciso confirmar a morte encefálica, que é feita por meio de dois exames clínicos e um exame de imagem.

A Central Estadual de Transplantes registrou duas doações de múltiplos órgãos somente na quinta-feira (02), e seis vidas foram modificadas através do gesto. 

A primeira retirada ocorreu à noite, no Hospital de Trauma em Campina Grande. O doador era um menino de 21 anos cuja causa da morte foi traumatismo craniano grave.

Para fazer uma doação, é preciso confirmar a morte encefálica, que é feita por meio de dois exames clínicos e um exame de imagem, em intervalos de tempo diferentes. Além do protocolo de morte encefálica fechado, também é preciso a autorização da família.

Com o consentimento dos familiares, foram doados fígado, rins e córneas. Os órgãos foram encaminhados para dois estados diferentes.

O fígado foi destinado a um adolescente de 16 anos do estado de Alagoas. E os rins, foram para duas mulheres, de 42 e 46 anos, do estado de São Paulo.

A segunda doação do cadastro central ocorreu no Hospital de Trauma de João Pessoa. O doador também era do sexo masculino, 47 anos este ano, e morreu devido a um trauma na cabeça. A família autorizou a doação de múltiplos órgãos, salvando a vida de três pessoas.

O fígado foi recebido por um paraibano de 27 anos. O receptor do rim direito era uma paciente do sexo feminino, de 40 anos, natural do estado de São Paulo, enquanto o receptor do rim esquerdo era um paciente do sexo masculino, de 44 anos, também paulista. 

Em ambos os casos, as córneas também foram doadas, e encaminhadas para o Banco de Olhos.

A chefe do Núcleo de Ações Estratégicas da Central Estadual de Transplantes, Rafaela Carvalho, destacou que: “Com essas duas doações foi possível ofertar uma esperança de vida nova a seis pessoas. A importância de manifestarmos aos nossos familiares, em vida, o desejo da doação de órgãos, salvará ainda mais vidas”.

Este ano a Paraíba já realizou 266 transplantes de órgãos e tecidos, número que representa o melhor desempenho do estado nos últimos 20 anos. Ainda estão na fila, 308 pessoas à espera de uma córnea, três pessoas aguardando um coração, 12, esperando um fígado e 185 pessoas precisam, atualmente, de um transplante renal.

Segundo o secretário de estado da Saúde, Geraldo Medeiros, “O transplante de órgãos representa a mudança de vida de uma pessoa, e às vezes, a última esperança de alguém. O Estado da Paraíba tem avançado nos transplantes graças à sensibilidade do governador, que vem fazendo investimentos significativos na área da saúde. Nosso objetivo é cada vez mais salvar vidas”.

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