ECD e ECF: missão sem fim

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De acordo com informações divulgadas pela Receita Federal, as autuações às pessoas jurídicas em 2019 totalizaram R$ 190,42 bilhões.

A previsão para 2020 é um aumento de 24% em relação ao ano passado e essa conta ainda pode aumentar.

Com a pandemia, a produtividade das equipes trabalhando em home office aumentou comprovadamente e as empresas conseguiram, por consequência, organizar as entregas dos tributos diretos surpreendentemente até antes dos prazos.

Essa organização é relevante e demonstra o quanto as empresas já amadureceram os entendimentos sobre os processos para recolhimento na apuração de tributos e preenchimento das obrigações acessórias, especialmente da ECD e ECF.

É fato também, que alguns segmentos foram muito impactados pela queda da demanda e da receita, o que gerou uma complexidade menor nas apurações e, em alguns casos, talvez o prejuízo de algumas nem exija recolhimento do tributo.

Mas se por um lado as pessoas envolvidas nesse processo conseguiram atingir essa maturidade no tema, atentas aos preenchimentos dos modelos, prazos e toda a parte mais operacional do processo, por outro percebemos uma queda substancial nos serviços de BPO(**).

Aí temos um sinal de alerta: estar em dia com a parte operacional não garante a qualidade das informações.

Vale ressaltar que o BPO é essencial para garantir que as informações estão na mesma visão do Fisco para as obrigações acessórias.

Ainda com toda a antecipação nas apurações, existe a demanda em relação a qualidade das informações e todo o trabalho de revisões com o intuito de garantir que as informações estejam corretas para a questão das obrigações acessórias.

Não basta só entregar.

Especialmente esse ano, quando as empresas precisam fortalecer seus caixas, não se pode correr riscos de multas e exposições desnecessárias.

Ter nessa hora um parceiro, com tecnologia e conhecimento técnico para garantir a qualidade das informações é investimento e não custo!

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A Receita tem desenvolvido mecanismos e tecnologias muito à frente das empresas para buscar essas falhas, especialmente esse ano, quando o país registra queda na arrecadação.

A tendência aponta para fiscalizações ainda mais tecnológicas e rigorosas.

Outro ponto de atenção é a falsa sensação de ‘missão cumprida’.

Quem está na área sabe bem que essa é uma ‘missão sem fim’.

Entregar a ECF em setembro, só nos faz lembrar que já precisamos ter cerca de 10 meses do ano vigente prontos para a entrega do ano que vem, com ano-base 2020.

Já estamos no fim do ano!

É preciso estar atento à necessidade estratégica de ter alguém para se preocupar com essa atividade toda operacional, do ano todo, para que as equipes internas possam trabalhar e focar na revisão, com mais estratégia e planejamento.

Por isso, antes de sair afrouxando o nó da gravata, como está seu 2020? O efeito da pandemia permitiu que a revisão no do passado já esteja em andamento? É vital que sim, pois não dá mais para ser o ‘brasileiro que deixa tudo para última hora’.

O ano que mudou o mundo não te permite fazer as coisas da mesma maneira!

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Por: Anderson Rodrigo de Souza, especialista em consultoria tributária e Compliance.