Economia Alternativa: Entenda o que é e como funciona

Descubra quando e onde surgiu essa nova visão econômica e como essa tendência de inovação e criatividade está diretamente presente nas nossas rotinas hoje em dia

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Desde os primórdios da humanidade o mundo passa por constantes transformações.

Tivemos evoluções tecnológicas, estruturais, sociais e econômicas.

Começamos no escambo, passamos por cruzadas, revoluções industriais e guerras, até chegarmos onde estamos hoje: um mundo mais integrado e adepto a novas possibilidades.

No século XXI, as economias de mercado evoluíram com aprendizados adquiridos ao longo de toda história da humanidade com a criação de novos nichos e realidades, desenvolvendo assim uma linha de pensamento seguindo mais na linha do empreendedorismo, criatividade e pluralidade de ideias.

Neste cenário, preparamos um conteúdo especial para você.

Neste post você vai descobrir o que é economia alternativa, onde essa ideia surgiu e como essa realidade está diretamente ligada às nossas vidas.

O que é Economia Alternativa?

O inglês John Anthony Howkins dissertou em seu livro “The Creative Economy: How People Make Money From Ideas”, publicado em 2001, sobre um novo tipo de economia, uma economia mais dinâmica, original e inovadora, daí começava a surgir o conceito de “economia criativa”, ou “economia alternativa”.

Em poucas palavras, economia alternativa nada mais é do que um novo modelo de economia, uma nova visão.

É um processo colaborativo, que considera a criação, produção e distribuição de serviços e produtos usando o conhecimento, criatividade e capital intelectual como recurso produtivo.

Ou seja, todo e qualquer empreendimento, pessoa ou governo, que tenha como objetivo a criatividade e desenvolvimento, fazem parte dessa visão econômica.

Onde vemos a Economia Alternativa?

Para exemplificar tomando por base alguns nichos de mercado, abaixo mencionamos 14 segmentos presentes no nosso dia a dia que abrangem essa teoria econômica, essa nova visão de economia criativa:

  • Arquitetura e urbanismo;
  • Artesanato;
  • Artes cênicas;
  • Audiovisual;
  • Design;
  • Editoração;
  • Fotografia;
  • Gastronomia;
  • Moda;
  • Música;
  • Publicidade;
  • Software;
  • Rádio e TV.

Fato é que a lista passa longe de parar por aí! Além disso, cabe mencionar que a economia alternativa também está direta e indiretamente ligada a diversos setores da sociedade.

Assim, também conecta-se a startups e fintechs, como a própria ConubeVittudeCoraStone, entre muitas outras.

A própria Organização das Nações Unidas (ONU) apoia o desenvolvimento da economia alternativa e se mantém a par dos nichos sendo desenvolvidos em cada país, dessa forma, divulga relatórios e perspectivas através de seu site, onu news.

Cultura, criatividade e empreendedorismo

Podemos resumir a economia alternativa em 3 bases: empreendedorismo, cultura e criatividade, visto que elas continuamente se conectam.

Podemos pensar nesses tópicos de maneira subdivida.

Vamos ver:

  • Consumo – transporte, publicidade, moda;
  • Mídias – redes sociais, audiovisual;
  • Cultura – artes, música e cinema;
  • Tecnologia – softwares, biotecnologia e inteligência artificial.

Portanto, as evoluções são constantes.

Elon Musk está revolucionando o setor de transporte.

Seja na área automobilística ou espacial, as propagandas feitas por empresas de pequeno e grande porte quebraram os paradigmas tradicionais de se limitarem a rádio e televisão.

E, dessa forma, estão investindo cada vez mais em redes sociais e páginas de internet.

Aplicativos como o Ifood, Uber e Netflix estão revolucionando os mercados, que até então eram vistos como intocáveis.

Quando o filme Avatar foi lançado em 2009, por exemplo, houve um grande marco para indústria cinematográfica, pois foi a partir dali que o uso da tecnologia 3D revolucionou a maneira do público consumir arte.

CLT

Dentro do mundo de vendas, a empresa argentina Mercado Livre, o “Ebay da América Latina”, ajudou a democratizar o comércio eletrônico e, como resultado, possibilitou a criação de um Marketplace que conecta consumidores e vendedores.

A Economia Alternativa no Brasil

Segundo dados divulgados em 2019 pela Universidade Cornell, o Brasil ocupa a 66° posição de 100 países no ranking universal de inovação.

O ranking leva em conta setores como: instituições, pesquisas, negócios e mercado, infraestrutura, sofisticação, dedicação e, acima de tudo, conhecimento e criatividade.

A lista é feita anualmente em uma parceria da Universidade Cornell, de Nova Iorque, a escola de negócios INSEAD, e a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO, na sigla em inglês).

Além disso, o ranking avalia as leis de incentivo, desenvolvimento de negócios e criatividade estabelecidas por cada país.

Você sabia que o próprio governo federal do Brasil usufrui da economia criativa?

O Brasil possui uma secretaria exclusiva para o desenvolvimento desse nicho, a Secretaria Especial da Cultura.

Segundo a pasta, “as atividades culturais e criativas geram 2,64% do PIB brasileiro e são responsáveis por mais de um milhão de empregos formais diretos, segundo estudo da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN), com base em dados do IBGE. Há no setor cerca de 250 mil empresas e instituições”.

Isso diz muito, não?

Dito isso, podemos entender que não é à toa que o Brasil constantemente cria unicórnios, como a Gympass, Loggi e Quinto Andar, que revolucionaram seus respectivos mercados.

Conclusão

Quem imaginaria que um dia iríamos alugar filmes, pedir comida ou uma carona, diretamente pelo celular, sem sair de casa?

Indo mais longe, quem imaginaria que “veríamos” um personagem em nossa frente no cinema?

Que abriríamos uma conta de forma totalmente digital, evitando filas e burocracia?

A economia alternativa está em tudo e é um instrumento essencial para que um país sempre busque democratizar o acesso a toda estrutura microeconômica a população.

Ao passo que apoiamos e ajudamos a construir uma economia criativa, não contribuímos somente para um país mais inovador e tecnológico, mas sim para que também tenhamos um país mais justo e igualitário.

Por: Rafael Hengles.

Fonte: Conube